A Seleção Brasileira de Futebol terá um desfalque de peso para seu último amistoso antes da Copa do Mundo. O craque Neymar, camisa 10 da equipe, não viajará com o grupo para o confronto contra o Egito, devido a uma lesão muscular na panturrilha direita. Enquanto o restante da delegação embarca para Cleveland, onde enfrentará os egípcios neste sábado (6) às 19h (horário de Brasília), Neymar permanecerá em Nova Jersey, dedicando-se intensamente à fisioterapia para acelerar sua recuperação.
Diagnóstico e Expectativa Médica
A lesão sofrida por Neymar foi classificada como de grau dois. Segundo o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, uma ressonância magnética confirmou o diagnóstico. “Nossa expectativa é que, em um prazo de duas ou três semanas, esteja liberado”, afirmou Lasmar na Granja Comary, antes da viagem aos Estados Unidos, indicando um período de recuperação que mantém o jogador sob observação, mas com esperança de retorno para a fase final da preparação.
A Perspectiva do Especialista
Para entender melhor a gravidade e o tempo de recuperação, o ortopedista e médico do esporte Leandro Shimba, em entrevista à Jovem Pan, explicou que uma lesão muscular de grau dois pode variar significativamente. “A lesão muscular de grau dois compromete de 5% a 50% da secção transversa da panturrilha. Se ela for mais próxima de 5%, a recuperação é rápida; agora, se for mais próxima de 50%, vai demorar mais, e o prazo pode ser de duas a seis semanas”, detalhou o especialista, sublinhando a complexidade do prognóstico.
Pilares da Reabilitação
A recuperação de uma lesão muscular, como a de Neymar, é um processo multifatorial que exige a adesão a diversos pilares. Entre os tratamentos mais comuns e eficazes para acelerar a cicatrização e a regeneração dos tecidos, destacam-se: repouso adequado, aplicação de gelo, compressão na área afetada, elevação do membro, sessões de fisioterapia especializada, execução de exercícios específicos para fortalecimento e flexibilidade, e, quando necessário, o uso de medicamentos anti-inflamatórios.
Inovações e Limitações
Shimba também mencionou o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) como um procedimento que pode acelerar a recuperação, utilizando o próprio sangue do paciente para estimular a cura. Contudo, no Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda não liberou o PRP para uso rotineiro, o que restringe sua aplicação em contextos como o do craque brasileiro, que depende de tratamentos aprovados e seguros para garantir seu retorno o mais breve possível aos gramados.
Fonte: jovempan.com.br
