Kuwait e Bahrein atacam Irã secretamente
O jornal The Wall Street Journal (WSJ) revelou que Kuwait e Bahrein conduziram ataques aéreos secretos contra instalações militares no Irã no início de abril. A ação, descrita como inédita desde o início do conflito entre os EUA e o Irã em fevereiro, teve como alvo depósitos de drones, mísseis e outros pontos estratégicos iranianos. Fontes próximas ao assunto indicam que os Emirados Árabes Unidos forneceram informações de inteligência e cobertura aérea defensiva para as operações, demonstrando uma cooperação árabe crescente diante da escalada das tensões regionais.
Irã intensifica retaliações contra bases americanas
Desde que as hostilidades entre Estados Unidos e Irã foram retomadas nas últimas semanas, o Irã tem direcionado seus ataques retaliatórios principalmente contra o Bahrein e o Kuwait. Esses dois países do Golfo Pérsico abrigam importantes bases militares americanas, tornando-se alvos preferenciais de Teerã. As forças aéreas dessas nações, embora menores, equipadas com jatos americanos e europeus, decidiram responder às agressões iranianas.
Negação oficial e contexto regional
Após a publicação da reportagem do WSJ, o embaixador do Kuwait nos Estados Unidos, Al-Zain Al-Sabah, negou veementemente que seu país tenha realizado ataques contra o Irã. A situação reflete a complexidade do conflito, no qual países da região se veem imersos em uma guerra que não desejavam. A esperança de um fim para as hostilidades, baseada em negociações anteriores, foi frustrada pelo rompimento do frágil cessar-fogo nas últimas semanas, levando a uma nova onda de trocas de acusações e ataques.
Cooperação árabe e jatos ocidentais
A crescente cooperação entre os países árabes, exemplificada pelo envolvimento dos Emirados Árabes Unidos no fornecimento de informações e suporte aos ataques do Kuwait e Bahrein, sinaliza uma frente unida contra o Irã. Apesar de possuírem forças aéreas com armamento ocidental, a decisão de realizar ataques diretos ao território iraniano demonstra a determinação em não mais tolerar as retaliações de Teerã.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
