Reação oficial do Brasil
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) convocou o embaixador da Argentina no país, Daniel Raimondi, para expressar a profunda repulsa do governo brasileiro pelas declarações proferidas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante um evento partidário em São Paulo no último sábado (25). O chanceler Mauro Vieira considerou os ataques como “impropérios” e exigiu explicações formais sobre o comportamento do mandatário argentino em solo brasileiro.
Condenação sem precedentes
Em comunicado oficial, o Itamaraty classificou o episódio como “infamante” e destacou a ausência de precedentes para um chefe de Estado estrangeiro que, em visita privada ao Brasil, profere agressões e ofensas diretas ao Presidente da República, às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e ao povo brasileiro. A nota ressaltou a importância da relação bilateral, marcada por 203 anos de amizade e cooperação, e pela forte parceria comercial.
Ataques a Lula e Moraes
Durante sua participação na convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei renovou suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, referindo-se a ele como “presidiário” e “ladrão”. O presidente argentino também direcionou ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamando-o de “careca lixo” após ter sua solicitação de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro negada.
Novas acusações de Milei
No domingo (26), após a convocação do embaixador brasileiro na Argentina para retornar a Brasília, Milei voltou a criticar o governo brasileiro. Em entrevista à Rádio Mitre, o presidente argentino acusou a gestão petista de ter financiado uma campanha “anti-Argentina” durante as eleições presidenciais de 2023 no país vizinho. Milei afirmou que 25% dos recursos para essa campanha vieram do governo brasileiro e que assessores brasileiros teriam atuado na campanha de Sergio Massa, adversário de Milei nas urnas.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
