A seleção italiana de futebol, tetracampeã mundial, sofreu um duro golpe nesta terça-feira (31) ao ser derrotada pela Bósnia na final da Repescagem Europeia para a Copa do Mundo de 2026. A eliminação nos pênaltis sela a terceira ausência consecutiva da Azzurra na principal competição do esporte, marcando um período sombrio para um dos países com maior tradição no futebol mundial.
O confronto decisivo, que aconteceu após a Itália superar a Irlanda do Norte nas semifinais, foi repleto de emoção e reviravoltas. A equipe de Gennaro Gattuso chegou a abrir o placar com Moise Kean, aos 15 minutos do primeiro tempo, alimentando a esperança dos torcedores. Contudo, a expulsão do zagueiro Alessandro Bastoni complicou a situação italiana, permitindo que a Bósnia crescesse no jogo.
Jogo Eletrizante e Expulsão Crucial
A Bósnia aproveitou a vantagem numérica e conseguiu o empate faltando 11 minutos para o fim do tempo regulamentar, com um gol de Haris Tabaković. O placar de 1 a 1 persistiu até o final da prorrogação, levando a decisão para a temida disputa de pênaltis, onde o destino da Itália seria selado.
Pênaltis Decidem o Sonho Bósnio
Nas cobranças, a Itália demonstrou nervosismo e falta de precisão. O jovem Francesco Pio Esposito, de apenas 20 anos, desperdiçou a primeira cobrança, e Bryan Cristante acertou o travessão, colocando a seleção italiana em desvantagem. A Bósnia, por sua vez, mostrou frieza e não errou nenhuma de suas cobranças, garantindo a vitória e carimbando sua vaga para a Copa do Mundo de 2026. Será a segunda participação do país no torneio, a primeira desde 2014, quando também esteve presente na edição realizada no Brasil.
Caminhos Distintos até a Final
Para chegar à final da repescagem, a Itália havia vencido a Irlanda do Norte por 2 a 0, com gols de Tonali e Moise Kean, após um primeiro tempo pouco inspirado. Nas Eliminatórias Europeias, a Azzurra ficou em segundo lugar no Grupo I, atrás da Noruega, que garantiu a classificação direta. A Bósnia, por sua vez, superou o País de Gales nos pênaltis nas semifinais e terminou em segundo lugar no Grupo H na fase de grupos, atrás da Áustria. Curiosamente, tanto Itália quanto Bósnia não disputavam a Copa do Mundo desde 2014, quando foram eliminadas na fase de grupos.
Uma Triste Sequência de Vexames para a Azzurra
A eliminação atual se soma a uma série de fracassos que assombram a seleção italiana. O último jogo de mata-mata da Itália em Copas foi a final de 2006, quando se sagrou campeã contra a França. Desde então, a equipe não conseguiu avançar para as oitavas de final e, há 12 anos, não passa sequer da fase de grupos.
Em 2022, a Itália, então campeã da Eurocopa, foi eliminada na repescagem das Eliminatórias Europeias ao perder para a Macedônia do Norte por 1 a 0, em casa. Quatro anos antes, em 2018, a Azzurra também caiu na repescagem, desta vez para a Suécia, marcando a primeira vez em 60 anos que o país ficava fora de um Mundial. A terceira ausência consecutiva aprofunda a crise e levanta questionamentos sobre o futuro do futebol italiano no cenário internacional.
Fonte: jovempan.com.br
