Israel Fecha Consulado Britânico em Jerusalém em Resposta a Sanções sobre Assentamentos na Cisjordânia

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Israel Responde a Sanções Britânicas com Fechamento de Consulado

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou nesta terça-feira (8) o fechamento do consulado britânico em Jerusalém. A decisão é uma resposta direta às sanções comerciais impostas pelo Reino Unido contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia. Criado em 1838, o consulado operava sob um regime especial e sua interdição marca uma escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países.

Proibição de Entrada e Retirada de Representantes

Além do fechamento do consulado, Israel proibiu a entrada em seu território de 12 cidadãos britânicos, incluindo o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn e a deputada Zarah Sultana, além de outros dez parlamentares e o advogado Fahad Ansari. Outra medida anunciada foi a retirada dos representantes britânicos do Centro de Coordenação Cívico-Militar para Gaza (CMCC), órgão responsável por monitorar o cessar-fogo e coordenar ajuda humanitária no enclave palestino. Autoridades europeias também foram proibidas de treinar as forças da Autoridade Nacional Palestina na Cisjordânia.

Justificativas de Israel e Críticas ao Reino Unido

Sa’ar justificou as ações israelenses afirmando que “o povo judeu tem direito a viver em toda a terra de Israel”. Ele criticou a decisão britânica como uma “grave ingerência no processo eleitoral” de Israel e acusou o governo do Reino Unido de adotar uma “retórica anti-israelense tendenciosa e parcial” que, segundo ele, contribuiu para o aumento de ataques antissemitas. “Vocês não têm nenhuma chance de sucesso”, declarou Sa’ar a respeito de qualquer tentativa de forçar Israel a agir contra seus interesses nacionais e de segurança.

Contexto das Sanções e Reações Internacionais

A reação de Israel ocorre em resposta à proibição, anunciada pelo governo britânico, de comércio de bens e serviços com os assentamentos israelenses na Cisjordânia. Londres considera que tais assentamentos prejudicam a solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense. Paralelamente, 11 países europeus e o Canadá manifestaram a intenção de restringir o comércio com os assentamentos, expressando preocupação com a deterioração da situação na Cisjordânia.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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