Israel é acusado de matar três jornalistas em ataques; IDF alega que um era terrorista do Hamas

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Jornalistas mortos no Líbano e em Gaza

A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, e Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Manar, foram mortas em ataques distintos no sul do Líbano. Em Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da emissora Al Jazeera, também foi vítima de um ataque.

Acusações e contestações

O Exército de Israel (IDF) emitiu um comunicado assumindo a autoria do ataque contra Muhammad Washah, alegando que ele atuava sob o disfarce de jornalista para promover atividades terroristas em nome do Hamas. A Al Jazeera refutou veementemente a acusação, classificando o ato como um “crime hediondo” e afirmando que Washah trabalhava para a emissora desde 2018.

Al Jazeera condena ataque e aponta política sistemática

A emissora do Catar declarou que o ataque a Washah é uma “violação nova e flagrante de todas as leis e normas internacionais” e reflete “uma política sistemática contínua de perseguição a jornalistas e silenciamento da voz da verdade”. A Al Jazeera descreveu o ataque como “deliberado e direcionado, com o intuito de intimidar jornalistas e impedi-los de exercer suas funções profissionais”.

Recorde de mortes de jornalistas em conflito

Segundo a reportagem, o número de jornalistas assassinados em Gaza desde 7 de outubro de 2023 chegou a 262. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, condenou os ataques e alertou que o assassinato de jornalistas em Gaza e no Líbano “não é incidental, mas parte de um ataque mais amplo à liberdade de imprensa”. A matéria destaca que Israel já matou mais jornalistas do que qualquer guerra na história mundial, superando a soma de outros sete grandes conflitos históricos.

Fonte: jovempan.com.br

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