Irã Condiciona Reabertura do Estreito de Ormuz ao Fim da Guerra com EUA e Israel

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Restrições como Resposta a Ataques

O Irã declarou que a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o comércio global, somente ocorrerá após o fim definitivo dos conflitos com os Estados Unidos e Israel. Segundo a mídia iraniana, o vice-ministro da Defesa, Talaei-Nik, enfatizou a necessidade de garantias de segurança para que o canal volte a operar livremente. As restrições impostas são vistas por Teerã como uma resposta direta aos ataques que, segundo o país, foram iniciados pelos EUA e Israel contra o território iraniano no final de fevereiro.

Tarifas e Segurança no Estreito

Autoridades iranianas já haviam sinalizado que a garantia de segurança e estabilidade para as embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz não seria gratuita. Em março, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para a imposição de tarifas aos navios que utilizarem essa importante passagem. Essa medida visa, segundo o Irã, compensar os custos e riscos associados à segurança da região.

Guerra Não Considerada Encerrada

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, reiterou que Teerã não considera a guerra com os Estados Unidos e Israel encerrada. “Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou, segundo a agência Fars. Ele acrescentou que, caso ocorram novos ataques contra o Irã, a retaliação será mais severa do que as ofensivas anteriores. Akraminia também informou que o país manteve a produção de drones durante o conflito, com parte dos equipamentos utilizados em operações sendo fabricados em plena guerra.

Defesa Aérea e Produção de Drones

Segundo o porta-voz do Exército iraniano, as unidades de defesa do país e a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica conseguiram abater mais de 170 drones e 16 aeronaves militares inimigas. A produção contínua de drones durante o período de tensão demonstra a capacidade de defesa e a estratégia militar do Irã em face das ameaças percebidas.

Fonte: g1.globo.com

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