Irã Acusa Trump de Incitar Crimes de Guerra e Declara Preparo para Responder a Ameaças dos EUA

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Tensão Escalada Após Ultimato de Trump

O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, criticou veementemente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerando-as ‘profundamente irresponsáveis’ e ‘extremamente alarmantes’. As falas de Trump, que alertaram para a aniquilação de ‘toda uma civilização’ no Irã caso o regime não ceda a um ultimato, foram interpretadas por Iravani como uma ‘intenção de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade’.

Irã Afirma Preparo para Conflito

Em resposta direta às ameaças de Trump, o vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, declarou que o país está preparado para ‘todas as possibilidades’ no contexto de um potencial conflito com os Estados Unidos e Israel. “A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, afirmou Aref em sua conta na rede social X.

Prazo Final Ignorado e Negociações Interrompidas

As declarações de Trump, feitas em sua plataforma Truth Social, indicavam um prazo final para terça-feira (07), após ele ter negado um pedido iraniano por mais dez dias para negociações de paz. “Todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data”, alertou o presidente americano. Contudo, o Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo, segundo informações do jornal New York Times, sem detalhar os motivos ou condições para a retomada do diálogo.

Tentativa de Mediação do Paquistão

Em uma tentativa de evitar uma escalada maior do conflito, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, solicitou a Trump a prorrogação do prazo por mais duas semanas, permitindo que a diplomacia avançasse. Sharif também pediu ao Irã que abrisse o Estreito de Ormuz por um período correspondente como um gesto de boa vontade. O Paquistão tem atuado como intermediário nas propostas entre os dois países, mas até o momento não há sinais de um entendimento.

Fonte: jovempan.com.br

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