Irã acusa Trump de ameaçar crimes de guerra com ataques a usinas e pontes; EUA buscam acordo

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Tensão aumenta com acusações iranianas sobre direito internacional

O governo do Irã classificou as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar infraestruturas civis no país como potenciais crimes de guerra. Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, afirmou em redes sociais que as declarações de Trump, que incluem a possibilidade de atingir usinas de energia e pontes, violam o direito internacional e se enquadram no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

As declarações de Gharibabadi foram uma resposta direta a uma publicação de Trump no último domingo (5), na qual o presidente americano ameaçou o Irã com retaliações severas, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz. Trump declarou que a terça-feira seria o “Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes” no Irã, caso o país não reabrisse a passagem marítima. Essa ameaça se seguiu a uma advertência anterior de 48 horas dada por Trump no sábado (4).

Trump busca acordo e ameaça com apreensão de petróleo

Em paralelo às tensões diplomáticas, Donald Trump expressou em entrevista à Fox News acreditar na possibilidade de um acordo com o Irã até a segunda-feira, em meio a negociações em andamento para um cessar-fogo. Segundo o presidente americano, os negociadores iranianos receberam uma anistia limitada para participar das conversas, com a expectativa de uma resolução rápida para diminuir as tensões na região.

Contudo, Trump também reiterou suas ameaças, afirmando que, caso um acordo não seja alcançado, os Estados Unidos poderiam confiscar petróleo iraniano. Ele ainda mencionou o envio de armas a manifestantes iranianos no início do ano, através de intermediários curdos, embora tenha admitido que o armamento pode não ter chegado aos opositores do regime em Teerã.

Irã rejeita ultimato e alega capacidade militar superior

Na sexta-feira (3), o Irã já havia rejeitado uma proposta de cessar-fogo de 48 horas apresentada pelos Estados Unidos, conforme divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Fars. Uma fonte anônima citada pela agência sugeriu que a proposta americana foi uma reação à “surpresa” com a capacidade de resposta militar iraniana.

Segundo essa fonte, a proposta de cessar-fogo surgiu após a intensificação da crise regional e o surgimento de “sérios problemas para as forças militares americanas”, decorrentes de uma “estimativa equivocada sobre a capacidade militar da República Islâmica do Irã”. A resposta iraniana a essa proposta, de acordo com o relatório, não foi escrita, mas sim demonstrada “no campo de batalha, com a continuidade dos ataques pesados”.

Fonte: g1.globo.com

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