Amanhã, quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026, a Apple deve apresentar oficialmente seu primeiro iPhone dobrável, batizado de iPhone Ultra. O novo aparelho promete ser uma das maiores revoluções de design na história da empresa e está cotado para se tornar o smartphone mais caro já lançado pela gigante de Cupertino, com valores que podem ultrapassar os R$ 10 mil e, em algumas configurações, chegar a mais de R$ 15 mil.
O projeto do iPhone dobrável, que esteve em desenvolvimento por mais de uma década, ganhou força significativa a partir de 2020. Relatos indicam que o CEO Tim Cook teria intensificado os trabalhos, motivado pelo crescente sucesso de modelos dobráveis de concorrentes como Samsung e Huawei, buscando a entrada da Apple neste segmento de alto potencial.
Preço Recorde: O iPhone Ultra Pode Ultrapassar R$ 15 Mil
O custo será, sem dúvida, um dos pontos mais debatidos sobre o novo iPhone Ultra. Inicialmente, a Apple teria trabalhado com uma meta de preço de US$ 1.999 (aproximadamente R$ 10.274 na cotação atual). No entanto, fontes sugerem que a empresa estaria considerando elevar esse valor para US$ 2.199 (cerca de R$ 11.303). Para as versões com maior capacidade de armazenamento, o preço poderia se aproximar dos US$ 3.000, o que equivaleria a impressionantes R$ 15.420.
Para contextualizar, o iPhone 18 Pro, um dos modelos mais avançados da linha tradicional, parte de US$ 1.099 (R$ 5.649), enquanto a versão convencional tem preço inicial de US$ 799 (R$ 4.107). O iPhone Ultra, portanto, se posicionaria em um patamar de preço significativamente superior.
Design Inovador e Tela Dobrável Otimizada
O iPhone Ultra deve adotar um formato de livro, similar ao de outros dobráveis premium já existentes no mercado. Quando aberto, o aparelho exibiria uma tela interna de aproximadamente 7,8 polegadas, com uma proporção mais larga, pensada para otimizar a visualização de vídeos e a execução de múltiplos aplicativos simultaneamente. Fechado, o dispositivo teria uma tela externa de cerca de 5,5 polegadas, um tamanho projetado para facilitar o uso com uma mão e o transporte no bolso. Além disso, a Apple teria definido um design relativamente curto e largo, com dimensões próximas às de um passaporte quando dobrado.
A Busca Pela Dobra Perfeita: Engenharia da Apple em Ação
Um dos maiores desafios técnicos no desenvolvimento do iPhone dobrável foi minimizar a marca deixada pela dobradiça no display. A Apple teria investido em uma solução inovadora, combinando uma estrutura de titânio e alumínio com uma cobertura de vidro personalizada, desenvolvida em parceria com a Corning. A expectativa é que essa engenharia resulte em uma dobra menos visível em comparação com muitos celulares dobráveis atuais. A empresa também dedicou anos para aprimorar a resistência da dobradiça e criar novos materiais para a tela flexível, visando maior durabilidade.
Câmeras e Bateria: As Concessões do Formato Dobrável
Apesar do preço elevado e da inovação tecnológica, o iPhone dobrável pode apresentar algumas concessões em relação aos modelos convencionais da linha. Rumores indicam que a câmera do iPhone Ultra pode ser inferior à encontrada no iPhone 18 Pro, e a bateria pode oferecer uma autonomia menor. A própria estrutura dobrável pode, inclusive, torná-lo menos resistente a impactos do que um iPhone tradicional. Essas limitações seriam decorrentes das dificuldades de acomodar componentes de alta performance dentro de um corpo fino que precisa ser dobrado ao meio, um desafio comum a todos os fabricantes de dobráveis.
Um possível diferencial futuro, mas não para o lançamento, seria o suporte ao Apple Pencil. A Apple teria testado protótipos de uma caneta para o iPhone dobrável, o que seria uma novidade, já que a tecnologia nunca foi oficialmente oferecida para iPhones, apenas para iPads. A chegada do primeiro dobrável da Apple promete intensificar a competição em um segmento ainda dominado por fabricantes Android, como Samsung e Google. A entrada do iPhone nesse mercado pode expandir significativamente o público para o formato dobrável. Resta saber se os consumidores estarão dispostos a pagar o preço recorde pela inovação.
Fonte: canaltech.com.br
