Internet Autônoma: Como a IA e o Brasil Lideram a Criação de Redes Sem Intervenção Humana para o 6G

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A internet que utilizamos diariamente para streaming, transações bancárias e comunicação móvel depende, em sua maior parte, de uma complexa infraestrutura gerenciada por humanos. Contudo, o futuro da conectividade aponta para um cenário radicalmente diferente: redes capazes de operar, configurar e até corrigir a si mesmas com intervenção manual mínima ou nula.

Redes baseadas em intenção: a nova era da automação

O conceito por trás dessa revolução é o das ‘redes baseadas em intenção’, conforme explicado por Mateus Santos, líder da Ericsson Research Brasil. Em vez de operadores configurarem manualmente cada parâmetro técnico, eles simplesmente declaram um objetivo. A rede, então, decide de forma autônoma ‘como’ executar essa intenção. Santos compara o processo ao piloto automático de um carro: “A intenção é dizer o que a gente precisa e a rede se virar para conseguir descobrir e definir o como fazer aquilo”. Um exemplo prático seria um operador definir a intenção de “garantir streaming de vídeo em alta qualidade em uma região geográfica específica”, e a infraestrutura se ajustaria automaticamente para cumprir essa meta.

Inteligência Artificial no comando

A inteligência artificial (IA) é o pilar fundamental desse modelo. Sistemas de IA, treinados com vastos volumes de dados históricos de uso, são capazes de identificar padrões que seriam imperceptíveis para humanos. Essa capacidade permite antecipar problemas antes mesmo que afetem o usuário final, garantindo uma experiência de rede mais robusta e ininterrupta. A Ericsson já incorpora parte dessas pesquisas em sua plataforma de automação inteligente de redes, a Ericsson Intelligent Automation Platform (EIAP), e realiza protótipos e provas de conceito com operadoras.

Ericsson Brasil na vanguarda da inovação

O Brasil tem um papel crucial nesse avanço tecnológico. Mais de 270 famílias de patentes resultaram de tecnologias desenvolvidas por inventores da Ericsson no país nos últimos 25 anos. O centro de pesquisa e inovação da empresa em Indaiatuba, no interior de São Paulo, é um polo ativo desse processo, com equipes brasileiras colaborando diretamente com parceiros internacionais e universidades nacionais para moldar o futuro da internet.

O futuro é 6G e autônomo

As redes autônomas são vistas pela Ericsson como um dos pilares essenciais para a próxima geração de conectividade, o 6G. O CEO da empresa, Börje Ekholm, já sinalizou que as primeiras implantações do 6G podem ter início antes de 2030. Essa transição promete não apenas maior eficiência operacional, mas também uma internet mais resiliente, inteligente e adaptável às crescentes demandas do mundo conectado.

Fonte: canaltech.com.br

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