IA da Anthropic Revela Centenas de Bugs Críticos na Microsoft, Superando Capacidade de Correção

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IA da Anthropic Revela Centenas de Bugs Críticos na Microsoft, Superando Capacidade de Correção

O modelo Claude Mythos Preview, da Anthropic, expõe falhas de segurança em ritmo alarmante em softwares da Microsoft, gerando preocupação interna e levantando questões sobre a estratégia de segurança da gigante da tecnologia.

A inteligência artificial Claude Mythos Preview, desenvolvida pela Anthropic, está revolucionando a detecção de falhas de segurança, mas também expondo um desafio monumental para a Microsoft. Segundo uma reportagem do ProPublica, baseada em gravações de reuniões internas e documentos confidenciais, a IA está encontrando vulnerabilidades em softwares da Microsoft num ritmo que a empresa não consegue acompanhar, gerando um cenário de ‘apocalipse dos bugs’.

A Inundação de Vulnerabilidades

O Projeto Glasswing, uma iniciativa da Anthropic que concede acesso antecipado ao Mythos a empresas selecionadas, revelou uma capacidade impressionante da IA. Em uma reunião interna da Microsoft em maio, um gerente confirmou que o Mythos superou as expectativas da própria Anthropic. Somente em abril, a IA identificou 90 vulnerabilidades classificadas como críticas e 141 como importantes no SharePoint, uma plataforma globalmente utilizada por governos e empresas. O gerente de engenharia Hans Andersen expressou a urgência de corrigir esses bugs antes de 31 de maio, temendo que a proliferação de ferramentas de IA similares pudesse colocar essas falhas nas mãos de adversários em questão de dias.

Riscos da Triagem Prioritária

Documentos internos mostram que a Microsoft prioriza a correção de falhas críticas e importantes, relegando cerca de 300 vulnerabilidades moderadas para uma etapa posterior e ignorando as de baixa severidade nos planos revisados pelo ProPublica. Contudo, essa estratégia levanta preocupações. Vinh Nguyen, conselheiro técnico sênior da Anthropic e ex-diretor de IA da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), alertou que o Mythos consegue encadear diversas falhas de baixa severidade em uma única cadeia de ataque com potencial de dano elevado. A Microsoft respondeu que a técnica de encadeamento já integra sua análise de risco, embora não conste na apresentação interna.

Impacto Além do SharePoint e o ‘Apocalipse dos Bugs’

A avalanche de bugs não se limita ao SharePoint. Registros internos indicam centenas de vulnerabilidades críticas ou importantes em produtos como Microsoft 365, Teams e Copilot desde que a empresa começou a usar o Mythos este ano, com a maioria ainda sem correção em meados de maio. O impacto já é visível nos boletins mensais de segurança da Microsoft: em junho, a empresa lançou correções para mais de 200 vulnerabilidades, um recorde. Em 14 de julho, esse número saltou para mais de 600, com apenas sete classificadas como baixa ou moderada severidade. Dustin Childs, líder do programa de recompensas por bugs Zero Day Initiative, descreveu o cenário como ‘o apocalipse dos bugs’.

O Projeto Glasswing e o Futuro da Segurança

Procurada pelo ProPublica, a Microsoft defendeu seu método de triagem, reafirmou a segurança como prioridade máxima e destacou investimentos em pessoal e soluções de IA para lidar com o aumento de vulnerabilidades. A empresa não informou quantos bugs identificados pelo Mythos já foram corrigidos. A Anthropic não comentou o caso. O Projeto Glasswing, lançado em abril pela Anthropic, visa proteger softwares críticos usados globalmente antes que modelos de IA com capacidades semelhantes se tornem acessíveis a agentes mal-intencionados. A iniciativa reúne gigantes como Amazon Web Services, Apple, Cisco, Google, Microsoft e Nvidia, e foi expandida em junho para incluir cerca de 150 novas organizações em setores críticos, com um investimento de até 100 milhões de dólares em créditos de uso do Mythos Preview. O modelo não tem previsão de lançamento público, focando no desenvolvimento de salvaguardas contra uso indevido antes de ampliar o acesso.

Fonte: canaltech.com.br

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