Desempenho hoteleiro em fevereiro alinhado às projeções
A 68ª edição da pesquisa de Desempenho da Hotelaria do Estado de São Paulo, divulgada pela ABIH-SP, confirma que os índices de ocupação e faturamento em fevereiro ficaram dentro do esperado. Apesar de uma leve queda de 0,18% na diária média em comparação com janeiro, a Taxa de Ocupação (TO) registrou um aumento de 2,69% e o RevPar (Receita por Quarto Disponível) cresceu 2,50%, indicando um cenário positivo para o setor.
Em relação a fevereiro de 2025, a Taxa de Ocupação apresentou uma leve retração, mas a Diária Média (DM) teve um incremento de quase 10%, impulsionando o RevPar em 4,58%. Tradicionalmente, fevereiro marca o fim da sazonalidade de lazer, com a posterior retomada do segmento corporativo, o que foi observado na pesquisa.
Segmentos de Lazer e Corporativo mostram sinais de recuperação
Os hotéis com foco em Lazer apresentaram indicadores satisfatórios, enquanto os estabelecimentos corporativos demonstraram uma retomada gradativa, conforme previsto. As Macrorregiões Turísticas (MRTs) com apelo de lazer, em geral, tiveram bom desempenho, embora algumas, como Vale do Rio Grande e Circuito das Águas, tenham registrado queda na TO. No entanto, essas regiões compensaram com aumento na DM, mantendo o RevPar estável.
No segmento corporativo, as regiões da Capital Expandida, Capital Paulista, Entradas e Bandeiras Polo Corporativo e Sudoeste mantiveram suas expectativas de TO e DM. A única MRT com desempenho abaixo do esperado foi a Alta Mogiana, impactando tanto a ocupação quanto a diária média.
Expectativas otimistas para março e desafios na contratação de pessoal
A pesquisa deste mês contou com a participação da MRT Planalto Paulista, com exceção da Noroeste Paulista. A expectativa para março é de forte retomada da sazonalidade corporativa e o fim da alta demanda de lazer, com novos picos previstos apenas para a Semana Santa. Isso reforça a projeção de uma demanda corporativa aquecida de março até o início de junho.
Um desafio persistente para o setor hoteleiro é a contratação de mão de obra qualificada. Apesar das alterações na legislação trabalhista poderem gerar custos adicionais, elas também podem se tornar um atrativo para profissionais que buscam ingressar ou retornar à atividade no setor.
Análise por categoria e posicionamento
A ABIH-SP também apresentou indicadores por categoria (Econômico, Midscale e Upscale) e por posicionamento principal do hotel (Corporativo, Lazer ou Ambas Opções). Os dados mostram variações em ambos os segmentos, fornecendo uma análise detalhada do desempenho hoteleiro. O levantamento também detalha a evolução de TO, DM e RevPar de cada MRT desde 2020.
Em relação à Taxa de Ocupação, 8 MRTs apresentaram queda em comparação com janeiro. Da diária média, 6 de 14 MRTs responderam com queda. Na análise do RevPar, 8 MRTs registraram queda em relação a janeiro/26. A pesquisa contou com a participação de 96 propriedades, representando 2,78% do total, com amostras significativas em termos de municípios e Unidades Habitacionais (UHs).
Receita e Despesas em equilíbrio, mas com desafios
Os indicadores de relação despesas x receita apresentaram uma ligeira queda de 0,77% em fevereiro em relação a janeiro. A média dos últimos 14 meses ficou em 65,81%, indicando que aproximadamente dois terços da receita bruta são direcionados para a rentabilidade. A ABIH-SP reforça a importância da participação dos hotéis na pesquisa para a análise contínua do setor.
Fonte: revistahoteis.com.br
