O Gemini, a inteligência artificial generativa do Google, assim como outras tecnologias similares, utiliza os dados fornecidos pelos usuários para aprimorar continuamente seus modelos. Isso significa que conversas, arquivos enviados e outros conteúdos compartilhados no chatbot podem ser analisados com o objetivo de melhorar a qualidade das respostas e o funcionamento geral da plataforma. Embora esse processo seja fundamental para o desenvolvimento da IA, ele também envolve o uso de informações pessoais, levantando preocupações sobre privacidade. Felizmente, o Google oferece ferramentas e opções para que os usuários possam controlar como seus dados são utilizados.
Por que o Gemini usa seus dados?
Durante o uso do Gemini, o Google pode coletar diversas informações para refinar seus modelos de inteligência artificial. Entre os dados que podem ser utilizados estão suas conversas (prompts e respostas), arquivos e imagens que você envia, dados de localização e informações de uso, como suas interações e configurações. O objetivo é ajustar a IA para que ela se torne mais eficiente e relevante para o usuário.
É importante notar que, segundo o Google, algumas conversas podem passar por revisão humana para avaliar a qualidade e a segurança das respostas. Contudo, antes dessa análise, os dados são desvinculados da conta do usuário para proteger sua identidade.
Como impedir o uso de novas conversas para treinamento de IA
A principal maneira de evitar que novas interações com o Gemini sejam usadas para aprimorar os modelos de IA do Google é desativar a opção Manter Atividade nos Apps do Gemini. Para fazer isso, siga os passos abaixo:
- Acesse a página de atividade do Gemini em myactivity.google.com/product/gemini.
- Procure pela opção “Atividade nos Apps do Gemini”.
- Desative essa função.
Com essa opção desligada, novas conversas não serão mais salvas no histórico da sua conta e, consequentemente, não serão utilizadas para treinar os modelos de inteligência artificial. O Google, no entanto, pode manter alguns dados temporariamente (por até 72 horas) para processar respostas, lidar com questões de segurança e analisar possíveis problemas.
Há uma exceção: se você enviar um feedback sobre uma resposta do Gemini, o Google poderá coletar esse comentário, o histórico das últimas 24 horas da conversa e os conteúdos enviados nesse período. Esses dados podem ser analisados por revisores humanos e usados para melhorar os modelos de IA.
Outra alternativa para quem busca maior privacidade é utilizar a Conversa Momentânea. Este modo permite criar chats temporários que não são registrados no histórico da sua conta e não são utilizados para aprimorar a IA do Google por meio de revisões humanas.
Ainda assim, como precaução geral, o Google recomenda não inserir informações confidenciais em nenhuma conversa que você não deseje que seja revisada ou utilizada para melhorar os serviços.
Protegendo dados de outros aplicativos e personalização
O Gemini também pode acessar informações de outros serviços do Google, como Gmail, Google Drive, Google Fotos, Maps e YouTube, por meio da Inteligência Personalizada e dos Apps Conectados. Esses recursos visam oferecer respostas mais contextualizadas e personalizadas.
Para impedir esse acesso, é necessário gerenciar essas conexões nas configurações do Gemini:
- Acesse as configurações do Gemini.
- Vá para a seção “Extensões”.
- Desative a “Inteligência Personalizada”.
- Gerencie os “Apps Conectados” para revogar o acesso a serviços específicos.
Além disso, você pode desligar a Memória do Gemini, um recurso que usa informações de conversas anteriores para personalizar respostas futuras. Com essa função desativada, a IA deixará de consultar chats antigos para criar respostas baseadas no seu histórico de uso.
É fundamental ressaltar que essas alterações interrompem novos acessos aos dados dos aplicativos conectados, mas não removem automaticamente as informações que já foram registradas no histórico de atividades antes da desativação das configurações.
Fonte: canaltech.com.br
