Gramado Summit 2026: AI Brasil Estreia Arena Exclusiva e Propõe a Democratização da Inteligência Artificial para Alavancar Negócios no País
O ecossistema AI Brasil assume curadoria inédita na Gramado Summit e debate como a inteligência artificial generativa redefine negócios, do combate à fraude à estratégia humana, impulsionando uma nova era de inovação e acessibilidade tecnológica.
A inteligência artificial (IA) consolidou-se como uma infraestrutura essencial para os negócios, deixando de ser uma mera pauta futurista. Na Gramado Summit 2026, realizada no Rio Grande do Sul, esse avanço foi marcado por um evento histórico: o ecossistema AI Brasil assumiu, pela primeira vez, a curadoria completa de uma arena dedicada exclusivamente ao tema.
“A nossa proposta é acelerar a adoção da tecnologia no país com repertório, aplicação prática e gente que está operando no mundo real. O Brasil tem uma chance rara de avançar, mas fazer isso exige critério, cultura e execução”, afirmou Pedro Chiamulera, cofundador da AI Brasil e CEO da Confi.
A abertura oficial do espaço, na quarta-feira (6), contou também com a participação de Rodrigo Righetti, co-CEO da organização. Juntos, eles apresentaram a evolução de um ecossistema que, após consolidar uma comunidade de 10 mil membros, agora foca em conectar audiência e experiência a resultados econômicos tangíveis.
AI Brasil na Vanguarda da Inovação
O AI Brasil, que nasceu como comunidade, ganhou voz e hoje se estabelece como um dos principais articuladores da conversa sobre IA no país. Para o ecossistema, a democratização tecnológica é um método de escala, e sua atuação é sustentada por um tripé estratégico: comunidade, conteúdo e conexões reais. A proposta é converter o “ruído do hype” em valor prático, baseando-se nos pilares de Audiência (escala), Experiência (comunidade viva) e ROI (prova de resultado).
Da Previsão à Conversação: A Revolução da IA Generativa
Pedro Chiamulera, que redefiniu o comércio digital com a fundação da ClearSale, destacou que a revolução da IA generativa rompe a barreira da tecnicidade. Como líder da Confi, negócio focado em fortalecer a confiança no e-commerce, ele pontuou que a IA, enquanto tecnologia “conversacional”, permite que o ser humano foque na estratégia enquanto a máquina resolve a racionalidade operacional.
O executivo relembrou a jornada com modelos preditivos há mais de duas décadas. “Enquanto a IA preditiva previa o futuro de forma quase mágica, a generativa democratiza o acesso e questiona nossa racionalidade”, disse. Para Chiamulera, o grande salto atual é a transição de uma ferramenta puramente técnica para algo tão onipresente quanto uma planilha de Excel. “A IA é maravilhosa porque você fala e ela responde. Ao contrário de um software amarrado em processos de linhas e colunas, ela permite que até quem não domina a escrita aprenda e se descubra. Ela nos força a conhecer nossa potencialidade em três dimensões: o eu, o nós e o tudo”, explicou.
IA como Motor de Transformação e a Economia de Tokens
Chiamulera defendeu que a IA é o motor de uma nova fase, diferenciando a transformação digital da simples digitalização. A tecnologia teria o poder de derrubar barreiras históricas de custos e burocracia, permitindo que cada companhia se torne, essencialmente, uma empresa de tecnologia. “Estamos saindo da era dos dados estruturados para um mundo onde a fala e os áudios se tornam ativos. O desafio é montar empresas que equilibrem a força de trabalho humana e digital sob uma economia de tokens. Nossa missão é tirar o ‘espírito de vira-lata’, unindo academia e mercado para transformar o Brasil por meio do empreendedorismo”, concluiu.
Nessa jornada, o sucesso não depende apenas de algoritmos, mas de uma profunda gestão da mudança (change management). Chiamulera define esse processo como uma transformação “passo a passo” que utiliza a tecnologia para despertar a colaboração, superando o medo da substituição. “A IA questiona nossos papéis e nos força a evoluir. Estamos construindo esse caminho agora com o lançamento do aplicativo Conf, para mostrar que, enquanto a máquina resolve o objetivo, o ser humano foca na sincronicidade e no inconsciente coletivo, algo que a IA nunca poderá copiar”, afirma.
Futuro e Fator Humano
Entre os próximos passos, a AI Brasil mantém no radar o incentivo à robótica, com planos para um futuro campeonato de humanoides, unindo o desenvolvimento de hardware nacional à inteligência de dados. A programação da Gramado Summit, que vai até a sexta-feira (8) no centro de feiras Serra Park, discute as fronteiras da inovação sob o manifesto “Make it Human”, valorizando as características intrinsecamente humanas como contraponto ao avanço acelerado da tecnologia, com mais de 350 nomes como Luiza Trajano e Sergio Sacani.
Fonte: canaltech.com.br
