Governo Trump Pede Checagem de Estrangeiros em Listas Eleitorais nos EUA Após Questionamentos sobre Fraude

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DHS Identifica Possíveis Violações sem Evidências

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos solicitou a quatro estados que verifiquem a presença de estrangeiros nas listas eleitorais. A pasta mencionou uma série de potenciais violações em Nevada, Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia, mas não forneceu provas que corroborem essas alegações. O pedido, liderado por um oficial do DHS, exige que os secretários de Estado respondam em até duas semanas sobre a colaboração com o departamento na segurança eleitoral.

Ameaças de Penalidades e Rejeição em Nevada

O oficial responsável pela solicitação alertou que autoridades eleitorais que não acatarem as medidas pedidas para garantir a segurança das eleições poderão enfrentar multas, penalidades e, em casos graves, até prisão. No entanto, o principal responsável eleitoral de Nevada, Francisco Aguilar, rejeitou as alegações, classificando os números apresentados pelo DHS como “altamente especulativos” e sem comprovação. Ele afirmou que Nevada já forneceu ao DHS informações detalhadas sobre seus processos de qualificação de eleitores e medidas de segurança contra fraudes.

Alegações de Não Cidadãos Registrados e Nova Legislação

Em declarações nas redes sociais e a repórteres, o oficial do DHS afirmou que mais de 250 mil possíveis não cidadãos foram identificados como ilegalmente registrados para votar nos quatro estados mencionados. Ele também reiterou o apelo pela aprovação de uma legislação apoiada por Donald Trump, conhecida como SAVE America Act, que propõe novos requisitos de identificação e cidadania para eleitores. Essa legislação visa reforçar a segurança eleitoral, apesar de conclusões anteriores indicarem que fraudes eleitorais são raras nos EUA.

Contexto Político e Histórico de Questionamentos Eleitorais

O pedido do DHS ocorre em um momento em que Donald Trump intensifica seus questionamentos sobre a integridade das eleições, incluindo alegações de interferência chinesa na eleição presidencial de 2020, que não foram sustentadas por avaliações de inteligência dos EUA. Trump tem um histórico de levantar dúvidas sobre resultados eleitorais, alegando falsamente fraude generalizada em 2020 e levantando preocupações sobre voto por correspondência e urnas eletrônicas. Inúmeros processos judiciais e recontagens de votos não encontraram evidências de fraude em larga escala nas eleições passadas.

Fonte: g1.globo.com

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