EUA planejaram invasão terrestre ao Irã para capturar urânio, mas Trump vetou por receio de retaliação

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Plano secreto revelado por fontes da CNN

Os Estados Unidos chegaram a planejar uma operação militar terrestre com o objetivo de capturar o urânio enriquecido armazenado em instalações nucleares do Irã. A informação, divulgada pela emissora CNN nesta sexta-feira (12), baseia-se em fontes familiarizadas com o assunto, que afirmam que o plano foi apresentado ao então presidente Donald Trump nas últimas semanas de seu mandato.

General americano retornou às pressas para reuniões sigilosas

De acordo com a reportagem, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, interrompeu compromissos em Bruxelas e retornou de forma urgente aos Estados Unidos em maio. O motivo foi a participação em reuniões sigilosas no Comando Central americano, na Flórida, onde cenários para uma possível incursão militar foram analisados. O foco principal era a apreensão do material nuclear iraniano.

Trump recusa operação por risco de retaliação e baixas

Fontes ouvidas pela CNN indicam que Donald Trump recebeu um detalhamento das opções militares disponíveis, mas optou por não autorizar a operação. A decisão foi tomada após alertas sobre os riscos de uma forte retaliação por parte do Irã, além da preocupação com um número elevado de baixas entre soldados americanos e os potenciais impactos econômicos de uma escalada do conflito.

Tensões elevadas e desafios logísticos

O plano foi discutido em um período de negociações tensas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Apesar de declarações de Trump sobre a possibilidade de um acordo, a discussão sobre intervenção militar evidencia o quão perto os países estiveram de um aumento significativo das tensões. Especialistas consultados pela emissora apontam que uma operação desse porte enfrentaria enormes desafios logísticos, com o material nuclear possivelmente distribuído em diferentes complexos e armazenado em túneis subterrâneos fortemente protegidos. A missão, classificada como de risco entre “alto” e “extremo”, exigiria centenas de soldados das forças especiais e poderia resultar em pesadas perdas humanas e reações militares e econômicas do Irã.

Fonte: g1.globo.com

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