EUA Iniciam Desminagem no Estreito de Ormuz em Corrida Contra o Tempo e Tensão com o Irã

0
4

EUA Iniciam Desminagem no Estreito de Ormuz em Corrida Contra o Tempo e Tensão com o Irã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou neste sábado (11) o início de uma operação de desminagem no Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais cruciais para o comércio mundial de petróleo. A ação ocorre em meio a um cessar-fogo temporário no Oriente Médio e discussões entre representantes americanos e iranianos para um acordo de paz, que também visa resolver o impasse sobre a segurança da rota, controlada em parte pelo Irã.

Navegação Americana e Tecnologia de Ponta na Missão

Dois destróieres da Marinha dos EUA, o USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy, já estão operando no estreito. A missão será reforçada nos próximos dias com a incorporação de drones submarinos, que auxiliarão na identificação e neutralização de minas. O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, declarou que o objetivo é “estabelecer uma nova passagem e em breve compartilharemos esse corredor seguro com a indústria marítima para estimular o livre fluxo do comércio”. O presidente Donald Trump confirmou a operação em sua rede social, afirmando que os EUA estão “começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo” e alegou que “todos os 28 barcos lançadores de minas do Irã já estão no fundo do mar”.

Desafios da Desminagem Marítima e Tipos de Minas

A complexidade da desminagem no mar foi destacada por Paul Heslop, do Serviço de Ação contra Minas das Nações Unidas. Ele explicou que as correntes marítimas podem deslocar as minas, exigindo um monitoramento constante de áreas antes consideradas seguras. Análises indicam que o Irã pode ter empregado diversos tipos de minas no Estreito de Ormuz, incluindo aquelas que flutuam na superfície, presas por cabos abaixo da água, fixadas no leito marinho e acionadas por navios, ou até mesmo implantadas diretamente nos cascos das embarcações por mergulhadores. A Agência de Inteligência de Defesa dos EUA estima que o Irã possuía mais de 5 mil minas navais antes do início do conflito.

Tecnologia e Estratégias para a Limpeza da Rota

Para localizar e neutralizar as minas, as forças navais empregam equipamentos subaquáticos controlados remotamente, que utilizam sonar para mapear o fundo do mar. Métodos de detonação à distância, que simulam a passagem de um navio, são mais rápidos, mas não garantem a eliminação completa de todos os artefatos. Condições ambientais, como variações na temperatura da água, também podem dificultar a operação, afetando o funcionamento dos equipamentos. A navegação no Estreito de Ormuz poderá ser parcialmente normalizada com o mapeamento de áreas seguras e o estabelecimento de corredores sinalizados com bóias.

Histórico de Operações e Posicionamento Iraniano

O histórico de operações de desminagem sugere que o processo pode ser prolongado. Após a Guerra do Golfo de 1991, a limpeza de minas no Kuwait levou cerca de dois meses. Apesar dos avanços tecnológicos, como os drones submarinos, especialistas alertam que as operações atuais podem se estender por semanas. Enquanto isso, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que um destróier americano foi forçado a recuar da região sob ameaça de ataque, uma versão não confirmada pelo Centcom. Teerã reitera que o controle do estreito é de sua competência exclusiva e considera a presença naval dos EUA uma ameaça ao cessar-fogo.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here