Nova Estratégia Contra o Crime Transnacional
O Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, revelou nesta quinta-feira (13), em coletiva no Panamá, que Washington prepara uma nova etapa em sua ofensiva contra organizações criminosas na América Latina. A iniciativa visa expandir as operações para o ambiente terrestre, com o objetivo de desmantelar cartéis de narcotráfico e grupos classificados pelo governo americano como terroristas. A estratégia busca replicar a eficácia das operações marítimas recentes no Pacífico e Caribe, agora voltada para o combate em terra.
Cooperação Ampliada com Aliados Regionais
Hegseth destacou que os Estados Unidos estão intensificando a colaboração com países como Equador e Colômbia para “levar a luta” contra essas redes criminosas para operações terrestres. A meta é atuar contra toda a cadeia do narcotráfico, desde a produção de cocaína na América do Sul até as redes de fentanil e os cartéis que operam no México. Os comandos militares responsáveis pelas Américas, o Comando Sul (Southcom) e o Comando Norte (Northcom), estão sendo mobilizados para uma atuação coordenada.
Colômbia Lidera Adesão à Coalizão
A Colômbia se tornou o 19º membro da Coalizão das Américas contra os Cartéis, uma iniciativa liderada pelos EUA para fortalecer a cooperação militar contra o crime organizado transnacional. O novo governo colombiano autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra organizações de narcotráfico e grupos classificados como terroristas. Hegseth confirmou que remanescentes de grupos como as FARC e o ELN, se classificados como terroristas e com cooperação de governos parceiros, poderão ser considerados “alvos legítimos”.
Impacto Potencial no Brasil e Expansão das Operações Marítimas
A ampliação das operações americanas pode afetar diretamente o Brasil, onde facções como o PCC e o Comando Vermelho foram recentemente classificadas pelos EUA como organizações terroristas estrangeiras. Embora o governo brasileiro demonstre resistência em enquadrar essas facções como terroristas e não integre a coalizão militar regional, o Secretário de Estado Marco Rubio já expressou preocupação com a segurança representada por esses grupos. Esta nova fase terrestre complementa as operações marítimas iniciadas em setembro do ano passado, que já resultaram na interceptação de dezenas de embarcações e na morte de mais de uma centena de criminosos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
