Ataque decisivo no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos anunciaram que a capacidade do Irã de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz foi significativamente enfraquecida após ataques direcionados a um arsenal subterrâneo iraniano. A ação militar americana, ocorrida nesta semana, visou uma instalação utilizada pela Guarda Revolucionária para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e outros equipamentos que representavam um risco à liberdade de navegação na crucial via marítima.
Impacto na navegação e preços do petróleo
O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, tem sido palco de tentativas iranianas de impedir a passagem de navios. Essas ações, iniciadas com a guerra há três semanas, já haviam provocado um aumento nos preços do barril de petróleo Brent, que superou os US$ 105. O almirante Brad Cooper, do Comando Central americano (Centcom), explicou que o ataque utilizou bombas de alta penetração para destruir o bunker, neutralizando não apenas os mísseis, mas também instalações de inteligência e radares usados para monitorar embarcações.
Ações coordenadas e pedidos de apoio
Paralelamente, o Exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios em Teerã contra instalações de desenvolvimento de mísseis balísticos, incluindo um complexo da Guarda Revolucionária e unidades de produção de combustível e componentes. O ministro da Defesa israelense indicou um aumento na intensidade dos ataques em conjunto com os EUA. Apesar dos esforços americanos para obter apoio militar de aliados como Coreia do Sul e Japão no Estreito de Ormuz, nenhum país se comprometeu até o momento a enviar efetivos para a região.
Superioridade militar americana
Desde o início da operação “Fúria Épica” contra o Irã, os EUA afirmam ter atingido mais de 8 mil alvos militares, incluindo 130 embarcações iranianas, o que representa a maior eliminação de uma marinha em um período tão curto desde a Segunda Guerra Mundial. O almirante Cooper destacou a perda de capacidade do Irã em operar sua marinha, caças e em lançar mísseis e drones, reforçando a superioridade aérea americana sobre o país.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
