Um Palco para a Diversidade
A Feira do Empreendedor do Maranhão, que se estende até domingo (16), apresenta o Espaço Plural, uma iniciativa que celebra e impulsiona mais de 30 pequenos negócios. Liderados por mulheres, pessoas com mais de 60 anos, integrantes da comunidade LGBTQIA+, indígenas e quilombolas, o espaço é uma vitrine para a riqueza cultural e produtiva de São Luís e região. Os visitantes podem encontrar uma variedade de produtos que unem arte, tradição e inovação, como artesanato, alimentos, biojoias e acessórios, todos com um forte apelo à geração de renda e à sustentabilidade.
Histórias de Superação e Empreendedorismo
Entre os expositores está Joilton Tobias, artesão e artista plástico da Reserva Extrativista de Cururupu (MA). Seu trabalho se destaca pela transformação de resíduos oceânicos em peças de arte com valor sociocultural, demonstrando a harmonia entre preservação ambiental e geração de renda. “Para mim, é muito significativo estar presente. É uma oportunidade de vender o meu material e divulgar o nosso trabalho e a nossa realidade”, afirma Tobias, ressaltando o potencial inspirador do evento para sua comunidade.
Jacilene Correia, fundadora da marca de bolsas artesanais Jaci Costura Virtuosa, compartilha uma trajetória de empreendedorismo a partir da periferia de São Luís. Representando a comunidade preta, seu negócio nasceu na comunidade Mãe Chica e tem na formalização um pilar fundamental para o crescimento. “A formalização é muito importante. Além de conseguir negociar com empresas e emitir nota fiscal, a gente consegue comprar no atacado direto da fábrica e baratear os custos”, explica Jacilene, evidenciando os benefícios práticos da formalização para pequenos negócios.
Autonomia e Visibilidade para a Comunidade LGBTQIA+
O empreendedorismo surge como um caminho de autonomia e geração de renda para a comunidade LGBTQIA+, muitas vezes enfrentando barreiras no mercado de trabalho formal. Maria Nogueira, criadora da Ocan Terrários, especializada em miniecossistemas em vidro, é um exemplo dessa realidade. Sua empresa, criada há seis meses, nasceu da busca por independência financeira. “Como mulher lésbica, sei que o público LGBT carece de oportunidades, principalmente de trabalho e renda. Muitas vezes sentimos o preconceito velado na hora de procurar emprego no mercado convencional”, relata Nogueira. Ela enfatiza como espaços como a Feira do Empreendedor são cruciais para dar visibilidade às marcas e expandir oportunidades de comercialização. “Esse espaço concedido a nós abre um leque real de oportunidades”, conclui.
Fonte: agenciasebrae.com.br