Escalada no Golfo: Irã dispara contra navios em Ormuz e EUA interceptam mísseis no Kuwait e Bahrein em meio a tensões

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Escalada no Golfo: Irã dispara contra navios em Ormuz e EUA interceptam mísseis no Kuwait e Bahrein em meio a tensões

Guarda Revolucionária iraniana afirma ter atacado petroleiros e bases americanas, enquanto Washington relata a derrubada de drones e mísseis iranianos direcionados a países vizinhos.

Irã Ameaça Fechamento do Estreito de Ormuz

Em um comunicado divulgado neste sábado (6), a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter disparado contra navios em Ormuz e bases americanas na região. O grupo advertiu que os Estados Unidos serão responsabilizados pelas consequências de um eventual fechamento completo do Estreito de Ormuz para as exportações energéticas, caso as ações americanas, classificadas como “provocações” ou “ingerências”, continuem.

EUA Respondem com Ataques e Interceptações

Em resposta, as forças americanas atacaram instalações de radar costeiras do Irã, após derrubarem quatro drones iranianos que tinham como alvo o tráfego marítimo regional, segundo uma autoridade ouvida pela Reuters. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou ter atingido instalações de vigilância iranianas em Goruk e na Ilha de Qeshm, ambas no Estreito de Ormuz. Além disso, o CENTCOM relatou a interceptação de múltiplos mísseis balísticos e drones lançados pelo Irã em direção a países vizinhos do Golfo.

Kuwait e Bahrein Sob Ataque

A tensão se estendeu ao Kuwait e ao Bahrein. A imprensa estatal kuwaitiana noticiou a interceptação de ataques de mísseis e drones de origem não divulgada. No Bahrein, sirenes foram acionadas e a população orientada a buscar abrigo. O Irã alegou ter atingido bases americanas nos dois países com mísseis balísticos, mas os militares dos EUA afirmaram que seis projéteis foram interceptados e um sétimo não alcançou seu alvo.

Negociações Fragilizadas por Confrontos

Os confrontos ocorrem em um momento delicado, com os EUA e o Irã mantendo negociações indiretas para um acordo provisório que suspenda a guerra de três meses, adiando discussões sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, os confrontos periódicos dificultam qualquer avanço diplomático. O Irã busca, como parte de um eventual acordo, acesso a bilhões de dólares em receitas petrolíferas, flexibilização de sanções, o fim do bloqueio a seus portos e influência sobre o Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo mundial antes do conflito e onde a navegação tem sido significativamente restringida.

Fonte: g1.globo.com

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