Cooperação militar para conter o crime organizado
Representantes das áreas de Defesa do Equador, Estados Unidos e Colômbia se reuniram em San Lorenzo, cidade equatoriana próxima à fronteira com a Colômbia, para traçar planos de ação conjunta contra grupos armados ligados ao narcotráfico. O encontro visa preparar operações militares coordenadas por terra para combater o crime organizado que assola a região.
Operações sustentadas e alvos de oportunidade
Segundo o ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, Quito e Bogotá já discutiam a realização de “operações sustentadas” ao longo da fronteira norte. A proposta inclui vigilância intensificada e ações conjuntas contra grupos armados irregulares identificados em patrulhamentos e sobrevoos. Uma novidade discutida é a criação de equipes com autonomia para agir diante de “alvos de oportunidade”, ou seja, grupos ilegais encontrados durante as operações mesmo que não estivessem previstos no planejamento inicial. Postos de comando unificados para coordenar a vigilância também estão em pauta.
EUA entram na estratégia de combate
O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul americano (Southcom), participou das discussões, indicando que Washington “também vai fazer parte das estratégias e operações” planejadas para a área de fronteira. Essa participação dos EUA amplia a estratégia americana contra organizações do narcotráfico na América Latina, que já inclui operações marítimas e agora se expande para ações terrestres.
Preocupação com a migração de grupos armados
O ministro equatoriano expressou preocupação com a possibilidade de grupos armados colombianos atravessarem a fronteira e migrarem para o Equador caso a pressão militar do governo colombiano aumente. A coordenação entre os países é vista como essencial para impedir que essas organizações encontrem refúgio em território equatoriano. Loffredo classificou o momento como uma “oportunidade dourada” para ampliar o combate, citando o alinhamento entre os governos do Equador e da Colômbia, além do apoio dos Estados Unidos, para enfrentar os grupos que operam na região. O objetivo final é derrotar essas organizações e impedir que o território equatoriano seja utilizado como base para atividades ilegais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
