Oposição de centro-esquerda lidera em projeções apertadas na Suécia
As eleições na Suécia apontam para uma vitória apertada da oposição de centro-esquerda, com projeções indicando que a coalizão liderada pela social-democrata Magdalena Andersson pode formar o próximo governo. Os resultados preliminares mostram uma disputa acirrada contra o bloco de direita liderado pelo atual primeiro-ministro Ulf Kristersson.
Democratas da Suécia registram primeira queda desde 2010
Uma das principais surpresas desta eleição é o desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita. Pela primeira vez desde que ingressou no Parlamento em 2010, o SD caminha para registrar uma queda no número de cadeiras e pode deixar de ser a segunda maior força política do país. Com quase 90% dos votos apurados, o partido obteve cerca de 17,6% dos votos, abaixo dos 20,5% de 2022.
Disputa pelo Parlamento: 175 assentos para a esquerda contra 174 para a direita
As estimativas parciais indicam que a coalizão de quatro partidos de oposição, liderada por Magdalena Andersson, obteve 51,3% dos votos em levantamentos da SVT e TV4, contra 46,8% e 47% do bloco de direita, respectivamente. No Parlamento, a oposição lidera com 175 assentos, enquanto a aliança de direita detém 174, uma diferença mínima que pode definir o próximo governo.
Magdalena Andersson busca retorno ao poder
A ex-primeira-ministra Magdalena Andersson, conhecida como “Magda”, tenta reassumir o comando do governo após ter deixado o cargo em 2022. Seu Partido Social-Democrata, que governou a Suécia por grande parte do século 20 e continua sendo a principal força política, promete reforçar o Estado de bem-estar social e auxiliar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida.
Extrema direita e o legado de Jimmie Åkesson
Por outro lado, o líder da extrema direita, Jimmie Åkesson, transformou os Democratas da Suécia, partido com origens neonazistas, em uma força política relevante nas últimas duas décadas. Apesar de ter declarado a disputa eleitoral “já vencida” em seu último comício, as projeções atuais indicam uma perda de força para o SD. A ativista climática Greta Thunberg se manifestou contra a formação de uma aliança entre a direita e a extrema direita, pedindo que “nenhum fascista” faça parte do governo.
Fonte: g1.globo.com