Suécia às urnas em eleição polarizada
A Suécia se prepara para eleições gerais com um cenário político acirrado, onde o bloco de centro-esquerda, liderado pelos social-democratas, disputa o comando do país com a coalizão de centro-direita do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson. A campanha foi marcada por debates sobre o discurso anti-imigração, o empobrecimento da população e a segurança nacional, especialmente diante da proximidade com a Rússia.
Vantagem mínima da esquerda nas pesquisas
Inicialmente, as pesquisas indicavam uma ampla vantagem para a oposição de centro-esquerda. No entanto, nas últimas semanas, a coalizão governista de centro-direita, que conta com o apoio crucial do partido anti-imigração Democratas da Suécia (SD), conseguiu reduzir a diferença. Analistas preveem um resultado decidido por uma margem estreita, com as pesquisas mais recentes mostrando o bloco de esquerda com cerca de 50% das intenções de voto, contra 47% do bloco de direita.
Temas da campanha: do combate à criminalidade à desigualdade social
O bloco de direita focou sua campanha no combate à criminalidade e no endurecimento das políticas de imigração, temas que o levaram ao poder em 2022. Contudo, o cientista político Jan Teorell aponta que a diminuição da criminalidade e dos preços da energia, outras promessas de campanha, podem ter retirado o fôlego desses assuntos. Em contrapartida, a esquerda tem apostado na preocupação com as crescentes desigualdades e a diminuição do poder de compra. A proposta inclui o aumento de impostos sobre bancos e rendas mais altas para investir em saúde e educação, além de auxílio financeiro às famílias.
O avanço da extrema-direita e o futuro do governo
Um dos pontos centrais da eleição é a possibilidade de os Democratas da Suécia (SD), partido anti-imigração, integrarem o governo pela primeira vez em sua história, após terem apoiado o bloco de direita nos últimos quatro anos. O partido exige ministérios, e o primeiro-ministro Kristersson já sinalizou a possibilidade de ceder a pasta da Imigração. Paralelamente, um escândalo envolvendo uma funcionária do SD no Parlamento, que teria compartilhado propaganda pró-Rússia, gerou reações enérgicas, especialmente em um contexto de guerra na Europa.
Fonte: g1.globo.com