A Electronic Arts (EA) tem se posicionado firmemente a favor da Inteligência Artificial (IA) no desenvolvimento de jogos. Laura Miele, presidente de enterprise development da gigante dos games, afirmou que a aplicação da IA resultou em um “real aumento na criatividade” dentro dos estúdios da produtora. A declaração foi feita durante uma entrevista ao The Game Business em 8 de junho, no contexto do Summer Game Fest 2026.
A Visão da EA sobre a IA no Desenvolvimento
Questionada sobre se as ferramentas de IA podem encurtar os ciclos de desenvolvimento de jogos, Miele respondeu com cautela, mas otimismo: “Talvez em algumas partes sim”. Ela enfatizou seu desejo de “ajudar os desenvolvedores dos nossos estúdios a remover o atrito” e de “criar experiências que definem carreiras”. Segundo a executiva, a IA tem sido “bastante empolgante” ao “remover o atrito de nossos pipelines, de nossas ferramentas e de nossos workflows”.
Miele detalhou que as equipes estão realizando prototipagem de forma mais veloz, observando uma “criatividade mais rápida e conversas mais curtas e ágeis sobre criatividade e alinhamento”. Para ela, a tecnologia é fundamental para impulsionar a criatividade e eliminar tarefas repetitivas e tediosas do processo de desenvolvimento de jogos.
Adoção da IA na Indústria de Games
A discussão sobre a IA nos games dominou a indústria no ano passado, com várias empresas explorando seu potencial. Companhias como Krafton e Epic Games já manifestaram apoio ao uso de inteligência artificial na criação de seus títulos. A Electronic Arts, em particular, foi uma das pioneiras no setor, investindo na tecnologia desde meados de 2023, demonstrando seu comprometimento precoce com a inovação.
A Outra Face da Moeda: Resistência Interna
Contrariando o entusiasmo da liderança, a adoção da IA na EA não tem sido isenta de controvérsias. Em outubro do ano passado, funcionários da Electronic Arts expressaram descontentamento, alegando que a empresa estava pressionando mais de 15 mil membros da equipe a utilizar a IA em uma vasta gama de funções. Essa exigência abrangia desde o desenvolvimento de códigos complexos até a criação de artes conceituais, levantando debates internos sobre o impacto da tecnologia nos processos criativos e nos empregos.
Fonte: canaltech.com.br
