Drone atinge usina nuclear nos Emirados Árabes e acende alerta sobre cessar-fogo instável com Irã

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Drone atinge usina nuclear nos Emirados Árabes e acende alerta sobre cessar-fogo instável com Irã

Ataque à usina de Barakah não causou vazamento radioativo ou feridos, mas eleva tensões em meio a um cenário de instabilidade no Oriente Médio.

Um ataque de drone atingiu neste domingo (17) a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio em um gerador elétrico na área externa da instalação. Segundo autoridades de Abu Dhabi, capital do país, não houve vazamento radioativo nem feridos. O incidente aumenta as preocupações com a fragilidade do cessar-fogo na região e as crescentes tensões entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.

Usina estratégica e primeiro ataque do tipo

A usina nuclear de Barakah, a primeira e única da Península Arábica, é um empreendimento de US$ 20 bilhões construído com ajuda da Coreia do Sul e entrou em operação em 2020. Ela é responsável por fornecer cerca de um quarto da demanda de energia dos Emirados Árabes Unidos, sendo a primeira usina nuclear comercial do mundo árabe. O órgão regulador nuclear do país informou que o incêndio não afetou a segurança da instalação e que todas as unidades seguem operando normalmente. Este foi o primeiro ataque registrado contra a usina desde o início da guerra envolvendo o Irã.

Suspeitas recaem sobre o Irã em meio a ameaças

A autoria do ataque não foi reivindicada imediatamente. No entanto, as suspeitas recaíram rapidamente sobre o Irã, que nos últimos dias vinha proferindo ameaças crescentes contra os Emirados Árabes Unidos. O país do Golfo Pérsico, por sua vez, recebeu tropas e sistemas antimísseis israelenses, como o Domo de Ferro, em resposta à escalada de tensões. O ataque ocorre em um momento delicado, com o Irã mantendo o controle sobre o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o abastecimento global de energia.

Cenário de instabilidade e negociações paralisadas

A situação no Oriente Médio permanece volátil. Enquanto os Estados Unidos continuam a bloquear portos iranianos em resposta ao conflito, as negociações para consolidar um cessar-fogo enfrentam dificuldades e não apresentam avanços. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou a possibilidade de um reinício dos confrontos, e a televisão estatal iraniana tem exibido apresentadores com rifles, em uma aparente preparação da população para uma retomada da guerra. Adicionalmente, os confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano aumentaram nos últimos dias, ameaçando outros acordos de trégua na região.

Usinas nucleares como alvos em conflitos recentes

Nos últimos anos, instalações nucleares têm se tornado alvos frequentes em conflitos armados, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Durante a guerra envolvendo o Irã, Teerã alegou ter sofrido ataques em sua usina nuclear de Bushehr, embora sem danos diretos ao reator ou vazamentos radioativos. O recente ataque à usina de Barakah reforça a preocupação com a segurança de infraestruturas críticas em zonas de conflito, intensificando a crise global de energia já provocada pela instabilidade na região.

Fonte: g1.globo.com

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