Descoberta Científica: Como Jogos de Mundo Aberto e Casuais, como Zelda e Yoshi, Reduzem a Solidão e Fortalecem a Resiliência Emocional de Adultos

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Contrariando o estereótipo de que videogames são apenas uma forma de escapismo, uma nova pesquisa sugere que certos tipos e gêneros de jogos podem ser aliados poderosos no combate à solidão e na construção de resiliência emocional em adultos. Publicado pela JMIR Serious Games, o estudo revelou que títulos de mundo aberto, como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, e jogos mais casuais e acessíveis, como Yoshi’s Crafted World, são capazes de gerar respostas emocionais positivas e promover uma mentalidade mais estoica nos jogadores.

A Pesquisa e Seus Impactos Positivos

Intitulado “The Effects of Open-World and Fun, Accessible Games on Perceived Loneliness and Stoicism in Adults: Cross-Sectional Survey Study”, o levantamento entrevistou 2.252 adultos, investigando seus hábitos com videogames, sua perspectiva emocional e o sentimento de solidão. Os resultados foram claros: pessoas que dedicavam tempo a jogos de mundo aberto e a games mais leves relataram sentir-se menos isoladas em comparação com aqueles que não jogavam.

Além disso, os participantes que tiveram experiências com ambos os tipos de jogos, exemplificados pelos títulos da Nintendo, registraram pontuações mais altas em traços de estoicismo. Este conceito é descrito como uma combinação de resiliência emocional, autocontrole e a capacidade de enfrentar desafios sob pressão. O coautor da pesquisa, Andreas Eisingerich, destacou ao EurekAlert! que a descoberta vai além do mero entretenimento: “Ao contrário do estereótipo do gaming como mero escapismo, descobrimos que jogos open-world, acessíveis e alegres podem ajudar a promover uma mentalidade resiliente e estoica e a aliviar a solidão”.

Não É Qualquer Jogo: Gêneros Importam

É fundamental ressaltar que os benefícios emocionais observados no estudo não são uma característica universal de todos os videogames. A pesquisa enfatiza que esses impactos positivos foram notados em gêneros específicos de jogos. Isso significa que a escolha do título faz diferença, com jogos que promovem exploração e liberdade (mundo aberto) ou que são inerentemente divertidos e de fácil acesso (casuais) sendo os principais responsáveis por esses resultados.

Um Apoio, Não Uma Substituição à Terapia

Apesar dos impactos emocionais positivos registrados, o estudo da JMIR Serious Games faz uma importante ressalva: jogar videogame não deve ser visto como um substituto para o acompanhamento profissional em saúde mental. No entanto, essas experiências de jogo podem “produzir um suporte psicológico sinérgico” e, segundo os pesquisadores, servir como um “excelente custo-benefício para intervenções de saúde mental pública que enfrentam a epidemia de solidão”, oferecendo uma ferramenta complementar valiosa.

O Outro Lado da Moeda: O Esgotamento por Jogos

Embora os benefícios sejam notáveis, é importante considerar que o excesso de jogos também pode ter um lado negativo. O fenômeno conhecido como Gaming Burnout, ou esgotamento por jogos, é uma realidade para quem trabalha na indústria ou joga com muita frequência. O Canaltech, por exemplo, já abordou o tema, conversando com profissionais e influenciadores sobre como identificar e lidar com o cansaço mental causado pelo uso excessivo de videogames, reforçando a importância do equilíbrio.

Fonte: canaltech.com.br

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