Cuba Afirma Preparar Forças Armadas para Possível Agressão Militar dos EUA em Meio a Tensões Crescentes

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Cuba em Alerta Máximo: Defesa Preparada para Ataque Americano

Em meio a um cenário de crescentes tensões com os Estados Unidos, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, revelou em entrevista à emissora americana NBC News que as forças armadas da ilha estão em processo de preparação para uma eventual agressão militar por parte de Washington. Embora afirme que a probabilidade de tal evento seja considerada distante, Cossío ressaltou a importância da preparação, declarando: “Seríamos ingênuos se não nos preparássemos”.

Regime Cubano Justifica Preparativos e Nega Ameaça aos EUA

O representante cubano enfatizou que o governo da ilha não vislumbra qualquer justificativa para uma ação militar contra Cuba, descrevendo o país como “pacífico” e sem representar qualquer tipo de ameaça à segurança dos Estados Unidos. A declaração surge em um contexto onde as relações bilaterais têm se deteriorado significativamente.

EUA Intensificam Pressão com Sanções e Declarações Ameaçadoras

As tensões entre Cuba e os Estados Unidos foram acirradas após declarações do presidente Donald Trump e de figuras políticas americanas que sugeriram a ilha caribenha como um potencial alvo de intervenção militar. Notícias recentes indicam que o governo Trump estaria condicionando negociações com Havana à deposição do líder cubano Miguel Díaz-Canel, algo que o vice-ministro cubano classificou como inaceitável para um país soberano.

Adicionalmente, uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro impôs tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba, agravando a crise energética na ilha, que já sofria com a interrupção do fornecimento venezuelano. Essa medida tem resultado em apagões generalizados em Cuba, afetando milhões de cidadãos. Fernández de Cossío criticou veementemente essas “medidas coercitivas”, expressando a esperança de que o boicote ao fornecimento de combustível seja revertido.

Cuba Aberta ao Diálogo, Mas Firme na Autodefesa

Apesar das ameaças e da preparação militar, o vice-ministro reiterou a disposição de Cuba em dialogar com os Estados Unidos. “Estamos abertos a fazer negócios e a manter uma relação respeitosa”, afirmou, ressaltando o direito e a necessidade da ilha de se proteger. A postura cubana busca equilibrar a defesa de sua soberania com a abertura para um relacionamento mais pacífico e produtivo com os EUA.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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