A Crunchyroll, gigante do streaming de animes, está preparando uma verdadeira ofensiva contra a pirataria de suas obras e de outras produções japonesas. A empresa anunciou a criação de um departamento totalmente dedicado a essa “guerra”: a seção de Proteção de Conteúdo e Antipirataria, que promete redefinir a maneira como seus títulos se expandem pela internet.
Crunchyroll busca liderança para a ‘guerra’ contra a pirataria
Recentemente, a companhia divulgou a busca por um vice-presidente para liderar essa iniciativa. O profissional selecionado terá a missão clara de estabelecer modelos operacionais robustos, atualizar os calendários de suas tecnologias e forjar parcerias estratégicas para combater eficazmente a ameaça da pirataria.
Entre as responsabilidades do novo vice-presidente, destacam-se o uso de inteligência artificial para identificar sites e compartilhamentos ilegais, além da colaboração com outras plataformas, fornecedores e processadores de pagamento para localizar páginas e perfis que distribuem conteúdo de forma ilícita, visando o encerramento dessas atividades.
Por que a pirataria é uma ameaça para o streaming de animes?
Ainda que a pirataria seja uma realidade persistente para obras serializadas e filmes, a Crunchyroll enfrenta perdas significativas de assinantes devido à vasta disponibilidade de seu conteúdo em diversos cantos da internet. A nova estratégia visa proteger o investimento da plataforma e garantir a sustentabilidade do modelo de negócios.
2026: Um ano de grandes mudanças para a Crunchyroll
A movimentação antipirataria não é a única grande mudança para a Crunchyroll em 2026. Este ano é estratégico para a plataforma “colocar a casa em ordem”, com a adição de obras de peso ao seu catálogo e a implementação de novas operações de negócios. Um exemplo é a parceria para estar presente em displays automotivos, expandindo seu alcance para além das telas tradicionais.
Polêmicas e o impacto da Sony na plataforma
Além da ofensiva contra a pirataria, a Crunchyroll também esteve envolvida em polêmicas recentes, como a mudança no acesso à sua loja de action figures e colecionáveis, que passou a ser exclusiva para assinantes. É importante lembrar que o serviço de streaming é propriedade da Sony, o que sugere que mudanças observadas em outros sistemas da gigante japonesa, como a PlayStation (que encerrará a produção de discos em 2028 e implementou preços dinâmicos), podem influenciar o futuro da plataforma de animes.
Essas transformações indicam um futuro onde a Crunchyroll busca não apenas combater a pirataria, mas também otimizar seus serviços e modelo de negócio, alinhando-se às tendências e estratégias de sua controladora, a Sony.
Fonte: canaltech.com.br
