Crise Global da RAM: Por Que Celulares Novos Podem Ficar Piores, com Menos Memória, Telas Defasadas e Mais Plástico, Segundo Especialistas

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A indústria de smartphones se prepara para um período de desafios significativos. Após diversas marcas já sinalizarem dificuldades em manter os preços de seus lançamentos, a crise nos custos de componentes pode levar a um retrocesso evidente nas especificações dos novos celulares. Segundo uma recente publicação do renomado vazador Digital Chat Station, essa redução deve impactar diversos aspectos dos dispositivos.

Memória e Armazenamento: O Retorno do Essencial

Uma das estratégias mais notáveis para cortar custos é o possível retorno da configuração de 8 GB de RAM, substituindo as variantes de 12 GB. Curiosamente, a alta capacidade de armazenamento interno, como 512 GB, deve ser mantida para preservar o apelo de marketing dos produtos. Além disso, o suporte para cartões microSD pode ressurgir em um número maior de modelos, através do slot híbrido para cartão SIM ou armazenamento externo. Na prática, essa medida oferece uma expansão de espaço mais barata, sem a necessidade de chips internos mais caros.

Design e Segurança: Menos Metal, Outros Sensores

No que tange ao design, é esperado o retorno generalizado das molduras de policarbonato em vez do metal, mesmo em celulares intermediários com preços que se aproximam dos R$ 2 mil. O material plástico é uma escolha por ser mais barato e leve. Para a autenticação biométrica, os sensores ópticos de “foco curto” sob a tela devem substituir os módulos ultrassônicos, de maior custo, para a leitura de impressões digitais.

Telas: Um Possível Retrocesso na Experiência Visual

As mudanças nos painéis frontais dos aparelhos são consideradas pontos controversos. Vazamentos apontam que telas de 90 Hz com entalhe em formato de gota d’água podem ser integradas a telefones mais caros. Essa tecnologia representa um claro retrocesso em relação aos painéis de 120 Hz com furos na tela, que já são um padrão em muitos modelos. Embora o padrão mais simples ainda exista no mercado, ele geralmente é reservado para modelos de baixo custo, indicando uma desvalorização da experiência visual em segmentos mais elevados.

A Influência da Inteligência Artificial na Crise da RAM

A principal força motriz por trás da crise da RAM é a demanda massiva de empresas de inteligência artificial. Essas companhias estão adquirindo grandes volumes de componentes para seus centros de dados, o que, por sua vez, reduz a oferta disponível para a fabricação de celulares e outros dispositivos eletrônicos de consumo. Como resultado, os custos de RAM e armazenamento estão em ascensão. Em dispositivos com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, esses itens representavam 14% e 11% do custo total no primeiro trimestre de 2026, respectivamente. Projeções indicam que esses valores saltarão para 20% e 16% em apenas um trimestre. Telefones de entrada e intermediários são os mais vulneráveis devido às suas menores margens de lucro e ao impacto proporcionalmente mais alto desses componentes no custo total. Diante desse cenário, espera-se que as marcas foquem na otimização de software e em iniciativas de longevidade, como o suporte prolongado, como principais diferenciais competitivos.

Fonte: canaltech.com.br

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