Coreia do Norte testa motor de míssil de alta potência, ampliando capacidade de atingir EUA

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Avanço Estratégico em Capacidade Militar

A Coreia do Norte realizou um teste de um novo e potente motor a combustível sólido para mísseis, um desenvolvimento que o líder Kim Jong-un descreveu como um avanço crucial para fortalecer a capacidade militar estratégica do país. O teste, supervisionado pessoalmente por Kim, sinaliza a intenção de Pyongyang de expandir e modernizar seu arsenal de mísseis, com potencial para alcançar o território continental dos Estados Unidos.

Motor Aprimorado e Potencial para Múltiplas Ogivas

Segundo a agência estatal Korean Central News Agency (KCNA), o novo motor utiliza material composto de fibra de carbono e demonstrou um empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas, superando testes anteriores. Especialistas apontam que o aumento na potência do motor pode estar relacionado a esforços para equipar mísseis com múltiplas ogivas, elevando a capacidade de penetrar as defesas americanas.

Contexto Político e Programa Militar

O teste ocorre em um momento de tensões elevadas, dias após Kim Jong-un prometer consolidar o status nuclear da Coreia do Norte e acusar os EUA de “terrorismo de Estado e agressão”. A iniciativa faz parte de um programa militar de cinco anos focado em “meios de ataque estratégico”, termo comumente associado a mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com capacidade nuclear. Mísseis de combustível sólido, como os desenvolvidos, oferecem vantagens de mobilidade e furtividade em comparação com modelos mais antigos de combustível líquido.

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar dos avanços, alguns analistas estrangeiros apontam que a Coreia do Norte ainda pode enfrentar desafios tecnológicos para desenvolver um ICBM totalmente operacional, como garantir a resiliência das ogivas durante a reentrada atmosférica. No entanto, o investimento contínuo do país em seus programas nuclear e de mísseis sugere um progresso constante. A Coreia do Norte tem intensificado seus esforços desde o fracasso das negociações de alto nível com os EUA em 2019, buscando consolidar sua posição como potência nuclear e reavaliando as condições para um eventual diálogo internacional.

Fonte: g1.globo.com

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