Cigarro volta a cena pop com Hailey Bieber e Kylie Jenner: Fim da era ‘clean girl’ ou nostalgia perigosa?

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A polêmica estética do cigarro em campanhas de moda

Hailey Bieber chocou o público ao aparecer em uma campanha da grife Saint Laurent segurando um cigarro. A imagem, que remete a uma estética vitoriana com excesso de ornamentos, foge radicalmente do universo das redes sociais e da imagem de ‘clean girl’ que a modelo e empresária costuma projetar. Essa persona, associada a um estilo de vida natural, saudável e com práticas como pilates e yoga, parece contradizer a nova aparição de Bieber. Pouco tempo antes, Kylie Jenner também estampou a capa de uma revista com um cigarro na boca, seguindo uma linha visual semelhante.

O cigarro como ícone pop e seus perigos ocultos

A associação do cigarro com o glamour e a rebeldia não é nova. Ao longo da história, o item foi um acessório frequente em cenas icônicas do cinema e da televisão, como nos filmes de James Dean, nos looks de Audrey Hepburn e nas personagens de ‘Sex and The City’. Essa representação o transformou em um símbolo de juventude e descolamento. No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo, evidenciando o grave problema de saúde pública que o cigarro representa.

Influência da mídia e o alerta para as novas gerações

As redes sociais e a mídia em geral possuem um poder inegável de influenciar comportamentos e tendências. A volta do cigarro em campanhas de grande alcance, protagonizadas por figuras públicas de grande influência, levanta preocupações sobre a normalização do seu uso e o impacto sobre o público mais jovem. Em uma era onde a informação se propaga rapidamente e de forma descentralizada, o risco de reavivar o interesse pelo tabaco é ainda maior, especialmente quando as consequências devastadoras para a saúde já são amplamente conhecidas.

O debate sobre a estética versus a realidade

A discrepância entre a imagem de ‘clean girl’ de Hailey Bieber e sua aparição fumando levanta questões sobre a autenticidade das personas apresentadas nas redes sociais. A estética, muitas vezes, serve como uma construção cuidadosamente elaborada, que pode não refletir a realidade. Neste caso, a associação de uma figura associada à saúde e bem-estar com um produto nocivo como o cigarro pode gerar confusão e desinformação, especialmente em um momento em que as campanhas antitabagismo têm sido fundamentais para a conscientização sobre os riscos do vício.

Fonte: jovempan.com.br

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