Celular caiu na água? Truque do arroz é o pior erro que você pode cometer

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"title": "Celular molhado no arroz? O pior erro que você pode cometer, segundo especialistas",
"subtitle": "Descubra por que o truque popular de secagem pode destruir seu smartphone e quais são os passos corretos para tentar salvá-lo de danos irreversíveis.",
"content_html": "<p>Seu celular caiu na água? A primeira reação de muitos é correr para o pote de arroz, mas especialistas alertam: essa é, na verdade, a pior decisão que você pode tomar. Embora seja um método popularmente difundido para tentar recuperar eletrônicos molhados, o arroz não só é ineficaz para a umidade profunda, como pode introduzir novos problemas que agravam a situação.</p><p>O arroz tem a capacidade de absorver umidade superficial, o que explica seu uso em saleiros para evitar que o sal empedre. No entanto, essa propriedade não se traduz em uma solução para smartphones. A água que se infiltra por portas USB, microfones ou alto-falantes atinge componentes internos que o arroz não consegue alcançar. Além disso, o pó liberado pelos grãos pode entrar nessas aberturas, criando um cenário ainda mais perigoso.</p><h3>O que o pó de arroz faz dentro do celular?</h3><p>As pequenas partículas de arroz, compostas principalmente por amido, podem ser um grande problema. Em contato com a água que permanece retida no interior do aparelho, esse pó pode formar uma pasta. Segundo Valter Klein Junior, engenheiro eletricista e professor da PUCPR, essa mistura pode adquirir características que favorecem a condução elétrica, criando caminhos indesejados na placa lógica do aparelho.</p><p>Em uma placa eletrônica, a eletricidade segue rotas cuidadosamente definidas. Quando uma substância úmida cria uma ponte entre pontos que não deveriam estar conectados, pode ocorrer um curto-circuito. Além disso, a presença de água e contaminantes acelera a oxidação e a corrosão dos contatos metálicos, o que significa que um celular pode até voltar a funcionar, mas apresentar falhas graves meses depois.</p><h3>O que fazer ao molhar o celular?</h3><p>A primeira e mais crucial medida é desligar o aparelho o mais rápido possível. Enquanto o celular está energizado, a água em locais inadequados pode facilitar a passagem de corrente, aumentando o risco de curtos-circuitos e corrosão. Se a tela ainda responder, utilize o comando virtual para desligar. Evite pressionar botões físicos, pois isso pode empurrar a água para regiões mais profundas ou fechar circuitos em um ambiente úmido. Após desligar, resista à tentação de ligá-lo novamente para verificar se funciona, pois esse teste pode causar danos elétricos ainda maiores.</p><h3>Métodos de secagem: o que funciona e o que evitar?</h3><p>Após desligar o aparelho, remova o excesso de água da parte externa com uma toalha macia ou um pano que não solte fiapos. Retire acessórios e quaisquer componentes externos que possam ser removidos com segurança. Em seguida, o celular deve ser colocado em um local seco, arejado, à sombra e em temperatura ambiente, permitindo que a umidade evapore gradualmente.</p><p>Entre as alternativas domésticas, a sílica gel é uma opção mais adequada que o arroz. Colocar o aparelho desligado e seco externamente em um recipiente fechado com sachês de sílica gel pode ajudar a desumidificar o ambiente. A sílica absorve a umidade sem liberar partículas diretamente sobre o aparelho. É fundamental não usar secador de cabelo, forno, micro-ondas ou qualquer outra fonte de calor, pois isso pode danificar componentes, adesivos e até deslocar a água para áreas mais sensíveis. Soprar o aparelho com a boca ou um ventilador forte também deve ser evitado, pelo risco de empurrar a água para dentro.</p><h3>Celular "à prova d'água": o que significam IP67 e IP68?</h3><p>Se o seu celular possui resistência à água, ele provavelmente tem uma certificação IP (Ingress Protection), como IP67 ou IP68. O primeiro número indica a proteção contra partículas sólidas (6 é o máximo para poeira) e o segundo, contra líquidos. IP67 significa proteção contra submersão em água doce de até 1 metro por no máximo 30 minutos. Já o IP68 oferece proteção para submersões mais profundas, variando de 1,5 a 6 metros, dependendo do fabricante.</p><p>É crucial entender que essas certificações não significam que o aparelho é "à prova d'água" em todas as situações. Os testes são feitos em condições controladas, geralmente com água doce e parada. Água do mar, piscina (com cloro) ou jatos de água sob pressão (como de uma torneira forte ou cachoeira) podem anular essa proteção, pois os sais e produtos químicos aceleram a corrosão e a pressão pode forçar a entrada de líquido. O vapor do banho quente também é perigoso, pois pode encontrar caminhos diferentes dos testados e afetar vedações devido às variações de temperatura.</p><p>Em resumo, não existe um truque milagroso para salvar um celular molhado. A melhor estratégia é agir rapidamente desligando o aparelho, secar a superfície, evitar o calor e a pressão, e deixá-lo em um ambiente seco e ventilado. Se houver sílica gel, use-a. Em caso de imersão significativa ou comportamento estranho, a assistência técnica é a alternativa mais segura. O arroz não "estraga" imediatamente, mas é ineficaz e pode criar problemas adicionais, tornando-o o pior erro a ser cometido.</p>"
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Fonte: canaltech.com.br

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