Casa Branca aponta o dedo para democratas após atentado contra Trump
Em meio a um clima de crescente tensão política e após uma nova tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Casa Branca direcionou críticas ao Partido Democrata. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, acusou membros da oposição e a mídia de promoverem uma “demonização sistêmica” do líder republicano, sugerindo que essa retórica pode ter instigado a violência.
Apelo por moderação e canais democráticos
Leavitt enfatizou a necessidade de moderação no discurso político, defendendo que divergências devem ser resolvidas por meio de debates pacíficos, protestos e o voto, e não pela violência. “São as maneiras pelas quais podemos resolver divergências, não com balas”, declarou a porta-voz em coletiva de imprensa. Ela criticou comparações de Trump a Hitler, afirmando que tal discurso “alimenta esse tipo de violência” e “faz a cabeça de indivíduos mentalmente perturbados”, além de apontar os democratas como responsáveis por caracterizar Trump como uma ameaça existencial à democracia.
Revisão de segurança presidencial em pauta
Após o incidente em que um homem foi detido ao tentar invadir um jantar de Estado com o presidente, a Casa Branca anunciou uma revisão dos protocolos de segurança para eventos fora do gabinete presidencial. Uma reunião entre a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e altos funcionários do Departamento de Segurança Interna e do Serviço Secreto está agendada para esta semana. O objetivo é avaliar e aprimorar as medidas para garantir a segurança do presidente em ocasiões como essa, que colocaram em evidência a necessidade de protocolos robustos, como a possibilidade de um “sobrevivente designado” em eventos de alto risco.
O protocolo do “sobrevivente designado”
O sistema de “sobrevivente designado”, usualmente ativado durante o Discurso do Estado da União para garantir a continuidade do governo em caso de um ataque ao Capitólio, foi discutido. Leavitt esclareceu que a aplicação do protocolo já havia sido considerada antes do jantar em questão, mas não foi necessária sua ativação, pois diversos membros do gabinete, que estariam na linha de sucessão, não compareceram ao evento por motivos pessoais.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
