A bateria é, sem dúvida, o coração de um carro elétrico e, por isso, a maior fonte de dúvidas para muitos consumidores. Uma das perguntas mais frequentes é se, com o passar do tempo e do uso, o veículo elétrico manterá a mesma autonomia de quando saiu da fábrica.
Essa preocupação tem raízes em um passado não muito distante, quando se acreditava que as baterias de veículos elétricos teriam uma vida útil curta, exigindo substituições frequentes. No entanto, a evolução tecnológica transformou esse cenário drasticamente. Hoje, montadoras como BYD e Tesla oferecem garantias robustas que podem chegar a oito anos ou 160 mil quilômetros para seus conjuntos de baterias, e estudos recentes apontam que a perda de capacidade é muito menor do que se imaginava.
O que é a degradação da bateria de um carro elétrico?
A degradação é um processo natural que afeta todas as baterias de íons de lítio. Com o uso e os ciclos de recarga, a capacidade máxima de armazenamento de energia diminui gradualmente, o que, por sua vez, reduz a autonomia disponível entre uma carga e outra. É importante ressaltar que isso não significa que a bateria deixa de funcionar; ela apenas passa a armazenar um pouco menos de energia. Pesquisas realizadas por laboratórios e fabricantes indicam que a maioria dos carros elétricos modernos consegue manter mais de 80% da capacidade original mesmo após centenas de milhares de quilômetros rodados.
Quanto de autonomia um carro elétrico costuma perder?
Os dados divulgados pela Tesla em seus relatórios de impacto são bastante reveladores: seus veículos mantêm, em média, cerca de 85% da capacidade da bateria após 320 mil quilômetros de uso. Pesquisas independentes de empresas especializadas em monitoramento de baterias corroboram esses resultados, mostrando padrões semelhantes em diversas outras marcas.
Para modelos equipados com baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), como o BYD Dolphin Mini, a expectativa de durabilidade é ainda maior. Esse tipo de bateria é conhecido por suportar um número elevado de ciclos de recarga e apresentar uma degradação mais lenta ao longo dos anos, prometendo uma longevidade ainda maior.
Fatores que aceleram e preservam a capacidade da bateria
Alguns hábitos podem influenciar a taxa de degradação da bateria. O uso frequente de carregadores ultrarrápidos, a exposição constante a temperaturas extremas (muito altas ou muito baixas) e a permanência prolongada com a bateria totalmente carregada ou completamente descarregada são fatores que podem acelerar a perda de capacidade.
Por outro lado, práticas como utilizar o carregamento residencial na maior parte do tempo, manter os níveis de carga equilibrados (evitando extremos) e seguir as recomendações do fabricante são cruciais para preservar a saúde e a vida útil da bateria. Para a grande maioria dos proprietários, a degradação da bateria é um processo tão gradual que dificilmente será perceptível no uso diário por muitos anos, garantindo a tranquilidade ao dirigir seu veículo elétrico.
Fonte: canaltech.com.br
