Candidato da Direita Realiza Comício e Provoca Justiça
Em um ato de desafio à Justiça colombiana, o candidato da direita à Presidência, Abelardo de la Espriella, realizou um comício em Cartagena das Índias nesta terça-feira (9), onde utilizou a bandeira da Colômbia e incentivou seus apoiadores a fazerem o mesmo. A ação ocorreu horas após o Tribunal Superior de Bogotá emitir uma decisão proibindo sua campanha de usar símbolos nacionais, imagens ligadas às Forças Armadas e expressões como “Firmes pela Pátria” e “Defensores da Pátria”.
Desafio Aberto à Ordem Judicial
Milhares de apoiadores de De la Espriella lotaram a praça da Aduana em Cartagena, exibindo bandeiras colombianas e camisetas da seleção nacional, em clara demonstração de desobediência à ordem judicial. O candidato, por sua vez, criticou a decisão em seu discurso, declarando que um magistrado de Bogotá tentou proibi-lo de usar o nome de seu movimento e seu lema de campanha. Ele conclamou seus seguidores a continuarem divulgando a campanha nas redes sociais e usando os símbolos proibidos, classificando cada ato como um “grito de liberdade”.
Proibição Detalhada e Contestação Judicial
A proibição foi determinada pelo magistrado Rafael Albeiro Chavarro, em resposta a uma ação movida por um cidadão. A ordem judicial exigia a retirada de toda propaganda política que utilizasse a bandeira, o escudo nacional e imagens alusivas a instituições militares e policiais, além de proibir o uso das expressões “Firmes pela pátria” e “Defensores da Pátria”, com prazo de 24 horas para cumprimento. A equipe de De la Espriella já entrou com uma nova ação, argumentando que a medida viola seus direitos fundamentais e prejudica sua participação igualitária no processo democrático.
Contexto Eleitoral e Segundo Turno
Abelardo de la Espriella foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial colombiana, realizado em 31 de maio, obtendo 10,3 milhões de votos (43,78%). Ele disputará o segundo turno, marcado para 21 de junho, contra o candidato de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que recebeu 9,7 milhões de votos (40,98%). O vencedor sucederá o atual presidente Gustavo Petro.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
