Atualização Estratégica para um Setor Mais Justo
O Ministério do Turismo (MTur) implementou uma mudança significativa no Cadastur, o sistema oficial de registro de profissionais e empresas do setor. A partir de agora, o preenchimento dos campos de raça, etnia e gênero é obrigatório. Essa iniciativa visa dar visibilidade à pluralidade de indivíduos que impulsionam o turismo e a hospitalidade no Brasil, coletando dados essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e a redução das desigualdades no mercado de trabalho turístico.
Webinar e Oportunidades para Afroempreendedores
Para auxiliar na compreensão e aplicação desta nova diretriz, o MTur promoverá um webinar no dia 30 de junho. O evento será voltado especialmente para afroempreendedores, com o objetivo de orientá-los sobre os processos de formalização e as novas oportunidades que surgirão a partir desse mapeamento. A medida é vista como um passo histórico para um turismo mais justo, diverso e inclusivo, conforme destacou o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Dados para Políticas Públicas e Fortalecimento do Afroturismo
A obrigatoriedade do registro de raça, etnia e gênero no Cadastur permitirá a criação de um banco de dados robusto. Com essas informações, o ministério poderá identificar desafios específicos, direcionar projetos de capacitação e desenvolver iniciativas focadas na diminuição das disparidades. O ministro ressaltou que a valorização do turismo de base comunitária e afrocentrada, com o mapeamento e a formalização desses negócios, eleva a competitividade do Brasil no cenário internacional, transformando a diversidade cultural em motor de desenvolvimento, emprego e renda.
Acesso a Crédito e Incentivos pelo Cadastur
A formalização via Cadastur é um instrumento fundamental para ampliar o acesso a políticas públicas e incentivos. Guias de turismo, agências, meios de hospedagem e organizadores de eventos registrados têm a possibilidade de acessar linhas de crédito e programas de qualificação. Um exemplo é o Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que em 2026 disponibilizará mais de R$ 1 bilhão em financiamentos com condições facilitadas para microempreendedores e empresários turísticos cadastrados. A atividade turística que valoriza a cultura negra e a ancestralidade, especialmente em quilombos e territórios tradicionais, tem demonstrado grande potencial, e o mapeamento fortalece esses empreendimentos, atraindo viajantes em busca de experiências autênticas e socialmente responsáveis.
Fonte: revistahoteis.com.br
