Confissão chocante em tribunal britânico
Um homem britânico, com cerca de 60 anos e do norte da Inglaterra, confessou nesta segunda-feira (14) ter drogado e estuprado repetidamente a própria esposa ao longo de 21 anos. A admissão de culpa ocorreu em Manchester, pouco antes do início do julgamento. O réu declarou-se culpado de 45 acusações, que incluem 21 estupros, 15 agressões com penetração, 11 agressões sexuais e compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. Os crimes ocorreram entre 2004 e 2025. Ele também admitiu ter administrado substâncias à esposa com o objetivo de deixá-la inconsciente, permitindo os abusos dentro da própria casa.
Doze outros homens também são acusados
Além da confissão do marido, outros 12 homens, com idades entre 28 e 74 anos, são acusados de abusar sexualmente da mesma mulher entre 2018 e 2025. Todos os acusados negaram as acusações, que incluem estupro. O julgamento desses homens está previsto para ocorrer no mesmo tribunal e deve se estender por vários meses. A polícia de Manchester afirmou que o foco principal é o apoio à vítima, que está recebendo suporte especializado.
Semelhança com caso na França
O caso britânico apresenta semelhanças notáveis com a história de Gisèle Pelicot, na França. Em seu caso, o marido, Dominique Pelicot, foi condenado no final de 2024 por dopar a esposa e convidar desconhecidos para estuprá-la enquanto ela estava inconsciente. Os abusos contra Gisèle ocorreram por dez anos, com ela sendo vítima de agressões por pelo menos 92 homens diferentes. Gisèle Pelicot optou por expor seu rosto e pedir um julgamento público, buscando evitar que outras mulheres passem pela mesma situação.
Anonimato e apoio à vítima
A identidade do homem britânico que confessou os crimes não foi revelada para preservar o anonimato da esposa, que tem direito a essa proteção por toda a vida. A polícia reiterou o compromisso em oferecer apoio contínuo à vítima, que é considerada o centro da investigação. O subchefe da Polícia da Grande Manchester, Rick Jackson, destacou a complexidade do caso e a importância do suporte especializado.
Fonte: g1.globo.com
