Avanço Significativo na Formalização
O cenário empreendedor brasileiro testemunhou um notável crescimento na formalização nos últimos dez anos. Entre 2015 e 2025, o número de empresas com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) aumentou em 41%, saltando de 7,45 milhões para 10,5 milhões de negócios. Em contraste, o empreendedorismo informal registrou uma expansão de apenas 6% no mesmo período, passando de 18,6 milhões para 19,7 milhões de empreendimentos. Essa disparidade indica que a formalização cresceu cerca de sete vezes mais rápido que a informalidade, segundo a pesquisa “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Sebrae.
Empreendedorismo como Escolha e Não Necessidade
Os dados da pesquisa apontam para uma mudança de paradigma no empreendedorismo no Brasil. A atividade empreendedora tem se consolidado como uma opção de carreira mais planejada e estável, em detrimento de ser apenas uma saída temporária. No quarto trimestre de 2025, 76% dos empreendedores informais já atuavam em seus negócios há dois anos ou mais. Entre os empreendedores formalizados, esse índice é ainda maior, com 88% possuindo mais de dois anos de atividade. Apenas uma pequena parcela (3% dos informais e 0,5% dos formais) eram iniciantes com menos de um mês de atuação, evidenciando que a grande maioria busca no empreendedorismo uma ocupação de longo prazo.
Perfil Diversificado dos Empreendedores
A pesquisa também delineia o perfil dos empreendedores formais e informais. No segmento informal, a maioria é composta por homens (67%) e pessoas negras (60%). Já no setor formal, há uma maior presença de pessoas brancas (60,5%). A informalidade também tem atraído uma parcela crescente de idosos, com a faixa etária de 60 anos ou mais apresentando o maior avanço no setor informal, subindo de 12% para 16% em dez anos. Além disso, mais da metade dos donos de negócios sem CNPJ (54%) são chefes de família, o que reforça o empreendimento informal como principal fonte de sustento para seus lares. A maioria dos informais (60%) trabalha sem um local fixo e um percentual expressivo (80%) não contribui para a Previdência Social.
Impacto do Simples Nacional e Oportunidades Futuras
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, destaca a importância do Simples Nacional como um marco para o empreendedorismo no Brasil. Ele afirma que, com os aprimoramentos recentes, abrir um negócio tornou-se uma atividade mais acessível e menos desafiadora, incentivando cada vez mais empreendedores a buscarem a formalização por oportunidade. A formalização tem, inclusive, impulsionado a renda dos empreendedores a patamares históricos, em parte impulsionada pelo avanço da escolaridade. A notícia também ressalta que o prazo para adesão ao Simples Nacional está aberto, reforçando a importância da formalização para o desenvolvimento econômico e pessoal dos empreendedores brasileiros.
Fonte: agenciasebrae.com.br
