Estreia com Sabor Amargo para o Botafogo na Sul-Americana
O Botafogo iniciou sua jornada na Copa Sul-Americana de 2026 com um empate em 1 a 1 contra o Caracas-VEN, na noite desta quinta-feira (09), no Estádio Nilton Santos. A partida, válida pela primeira rodada do Grupo E, marcou a estreia do técnico português Franclim Carvalho, que sentiu de perto a pressão da torcida alvinegra, sendo vaiado no intervalo e ao final do confronto.
Com o resultado, tanto Botafogo quanto Caracas somam apenas um ponto na chave. O grupo é liderado pelo Racing-ARG, que venceu o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 1. O próximo desafio do Glorioso será na quarta-feira (15), às 19h, na Argentina, justamente contra o Racing.
Primeiro Tempo Lento e Surpresa Venezuelana
Apesar de dominar a posse de bola, o time carioca apresentou um ritmo lento e pouca criatividade nas transições ofensivas, raramente levando perigo ao gol venezuelano. Uma das raras investidas na área resultou em um possível pênalti em Matheus Martins, que foi anulado pelo VAR, aumentando a frustração da torcida.
Para piorar a situação, aos 42 minutos, Wilfred Correa aproveitou uma sobra na área, livre de marcação, e abriu o placar para o Caracas. O gol silenciou o Nilton Santos e fez com que o time do Botafogo fosse para o vestiário sob fortes vaias.
Arthur Cabral Entra e Traz o Empate Imediato
Na volta do intervalo, Franclim Carvalho promoveu a entrada de Arthur Cabral, e a substituição teve um efeito quase instantâneo. Oportunista, o atacante aproveitou um rebote e deixou tudo igual aos quatro minutos da segunda etapa. O gol trouxe um alívio momentâneo e impulsionou o Botafogo a arriscar mais, buscando a virada.
A equipe carioca construiu mais chances e chegou a ficar perto da virada, com um chute de Arthur Cabral explodindo no travessão. No entanto, a ansiedade começou a tomar conta dos jogadores, que aceleravam as jogadas e tomavam decisões equivocadas, desperdiçando diversas oportunidades.
Ansiedade e Oportunidades Perdidas no Final
Do outro lado, o Caracas se mostrou pouco interessado em contra-atacar, fechando-se completamente na defesa para segurar o empate. Na reta final da partida, Barrera teve uma chance clara de se consagrar, mas chutou em cima do goleiro Benítez, esgotando a paciência da torcida, que intensificou os protestos e vaias ao apito final.
Fonte: jovempan.com.br
