Áudio emocionante: Pai chora ao relatar descoberta dos 3 filhos mortos em julgamento de mãe nos EUA

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Áudio empolgante: Pai chora ao relatar descoberta dos 3 filhos mortos em julgamento de mãe nos EUA

Gravação de ligação de emergência revela desespero do pai ao encontrar as crianças no porão. Julgamento foca na saúde mental da acusada.

Um áudio chocante, reproduzido nesta quarta-feira (29) no Tribunal Superior de Plymouth, nos Estados Unidos, emocionou o julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar seus três filhos em janeiro de 2023. Na gravação de uma ligação para o serviço de emergência (911), o pai das crianças, Patrick Clancy, é ouvido em prantos ao relatar a descoberta dos corpos de Dawson (3 anos), Cora (5 anos) e Callan (8 meses) no porão da residência.

O desespero em sete minutos: A gravação que abalou o tribunal

A gravação, com cerca de sete minutos, começa com Patrick conversando com a esposa, Lindsay, que estava gravemente ferida após pular de uma janela do segundo andar. Em seguida, ele liga para o 911 e, ao encontrar os filhos no porão, grita em desespero: “Ela matou as crianças!”. A atendente, sem entender a dimensão da tragédia, questiona repetidamente o que estava acontecendo.

Saúde mental em foco: Defesa alega psicose pós-parto

O julgamento, que ocorre três anos após as mortes, concentra-se no estado mental de Lindsay Clancy no momento do crime. A defesa argumenta que a ex-enfermeira obstétrica sofria de psicose pós-parto, um transtorno psiquiátrico raro. Segundo os advogados, antidepressivos prescritos após o nascimento do terceiro filho agravaram seu quadro, levando-a a ouvir vozes que a instruíam a matar as crianças para depois cometer suicídio. A Promotoria, por outro lado, sustenta que Clancy agiu intencionalmente e deve ser responsabilizada criminalmente.

O último dia: Um pedido para sair de casa e o silêncio que assustou

Em seu depoimento, Patrick Clancy relatou que Lindsay pediu para ele sair para buscar comida e um medicamento para a filha Cora. Ele contou que, ao retornar para casa, estranhou o silêncio e, após procurar as crianças, encontrou sangue e a janela aberta. Mesmo ferida, Lindsay informou que as crianças estavam no porão, sem revelar que estavam mortas. Patrick não percebeu que a ligação para o 911 ainda estava ativa enquanto corria para o local onde encontrou os filhos estrangulados.

O caminho para o julgamento: Histórico de saúde mental e ações judiciais

Patrick Clancy já declarou publicamente que perdoa a ex-esposa, acreditando que ela estava doente. Ele relatou que a saúde mental de Lindsay se deteriorou nos meses que antecederam o crime, com pensamentos intrusivos sobre machucar os filhos e sobre suicídio. Ela chegou a ser internada em um hospital psiquiátrico, recebendo alta 19 dias antes das mortes. Recentemente, Lindsay e Patrick moveram ações judiciais contra profissionais de saúde que a atenderam, alegando falhas no diagnóstico e tratamento de sua condição. A defesa tem apresentado anotações diárias de Lindsay, onde ela relatava “pensamentos horríveis” e acompanhava sua evolução emocional, buscando demonstrar que ela seguia o tratamento.

Fonte: g1.globo.com

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