Argentina questiona origem do surto
As autoridades da província da Terra do Fogo, na Argentina, negaram nesta sexta-feira (8) a possibilidade de que um casal holandês, ligado a um surto de hantavírus em um cruzeiro, tenha sido infectado na cidade de Ushuaia, de onde o navio partiu. Segundo o diretor provincial de Epidemiologia, Juan Petrina, a chance de infecção em Ushuaia é ‘praticamente nula’.
Período de incubação e histórico da província como fatores
Petrina baseou sua afirmação no período de incubação do vírus, no histórico sanitário da província e na rota prévia dos passageiros. Ele destacou que o casal permaneceu apenas 48 horas em Ushuaia antes de embarcar no cruzeiro MV Hondius. Levando em conta o período de incubação da doença e a data de início dos sintomas, informada pela OMS, os cálculos não indicam uma infecção na província. Além disso, a Terra do Fogo não registra casos de hantavírus desde 1996.
Rota do casal e cepa do vírus
O Ministério da Saúde argentino informou que o casal holandês entrou no país em 27 de novembro e viajou por diversas províncias argentinas, além de Chile e Uruguai. Juan Petrina ressaltou que o casal esteve em uma zona do sul do Chile com surtos ativos de hantavírus e altas taxas de letalidade. A variante do hantavírus presente no cruzeiro corresponde à cepa Andes, encontrada em províncias argentinas como Chubut, Río Negro e Neuquén, e no sul do Chile.
Investigação e nível de risco
Investigadores viajarão a Ushuaia para capturar e analisar roedores nas áreas percorridas pelo casal antes do embarque. O cruzeiro MV Hondius gerou um alerta sanitário devido ao surto, que é transmitido por roedores infectados e para o qual não há tratamento ou vacina. Pelo menos três passageiros morreram: o casal holandês e uma alemã. Autoridades sanitárias internacionais consideram o nível de risco epidêmico ‘baixo’, pois o vírus é menos contagioso que a COVID-19, mas estão rastreando contatos de passageiros que desembarcaram antes.
Fonte: jovempan.com.br
