O ar-condicionado portátil é uma alternativa prática para quem busca conforto térmico, mas não pode instalar um modelo split devido a moradia de aluguel ou limitações estruturais. Contudo, a preocupação com o impacto desses aparelhos na conta de energia é comum. Para esclarecer essa dúvida, o Canaltech comparou sete dos principais modelos portáteis vendidos no Brasil, revelando seu consumo real e quais se destacam pela economia.
Como o consumo foi calculado?
O cálculo utilizou o padrão do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE/Inmetro), considerando 2.080 horas anuais de uso (173 horas por mês). As tarifas de energia correspondem às maiores capitais de cada região do país: Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba. Os dados de mercado foram fornecidos pela WebPrice. Como não há padronização pública de consumo mensal em kWh para portáteis, o consumo foi estimado a partir da potência elétrica dos fabricantes, seguindo a metodologia do PBE.
Qual ar-condicionado portátil gasta menos energia?
Entre os aparelhos analisados, o Hisense AP-08CWBRNPS00 apresentou o menor consumo estimado, cerca de 156 kWh por mês. Seu custo mensal variou de R$ 129,48 em Brasília a R$ 151,32 em Fortaleza. Em contraste, o Midea MPH-12CRV1 registrou o maior consumo, com 234 kWh mensais, podendo ultrapassar R$ 220 por mês em cidades como São Paulo e Fortaleza. Essa diferença pode gerar uma economia de até 78 kWh por mês, representando aproximadamente R$ 70 a R$ 75 mensais, dependendo da tarifa local.
O que mais influencia o gasto?
O consumo depende principalmente da potência, temperatura escolhida, isolamento do ambiente e tempo de uso. Modelos de 9.000 BTUs consomem menos que os de 12.000 BTUs, mas também refrigeram menos. A eficiência do aparelho é crucial, influenciada pela capacidade em BTUs, tamanho e vedação do ambiente. Os compressores não ficam ligados continuamente; após atingir a temperatura programada, eles alternam ciclos de funcionamento, reduzindo o consumo. Ambientes com sol direto, portas abertas ou isolamento insuficiente exigem mais do equipamento, aumentando o gasto.
Vale a pena investir em um portátil?
Para quem não pode instalar um sistema split, o ar-condicionado portátil é uma solução eficiente e de fácil instalação. No entanto, o levantamento mostra diferenças relevantes de consumo entre os modelos. Antes da compra, compare não apenas o preço do aparelho, mas também seu consumo estimado de energia. Um equipamento mais eficiente pode ter um custo inicial um pouco maior, mas compensa essa diferença a longo prazo com uma conta de luz menor, garantindo conforto e economia.
Fonte: canaltech.com.br
