Alimentação e Bebidas Lideram Queda da Inflação em Junho, Trazendo Alívio para o Setor de Bares e Restaurantes

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IPCA desacelera e Alimentação e Bebidas se destacam com deflação

O grupo de Alimentação e Bebidas apresentou o melhor desempenho entre os nove segmentos pesquisados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, registrando uma deflação de 0,24%. Este resultado reverte a alta de 1,33% observada no mês anterior e contribui para a desaceleração geral do IPCA, que avançou 0,16% em junho, contra 0,58% em maio. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,36%, e nos últimos 12 meses, soma 4,64%.

Abrasel otimista com cenário mais estável para o setor

Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Baixada Santista, que representa cerca de 10 mil estabelecimentos no Litoral Paulista, o desempenho do grupo de Alimentação e Bebidas sinaliza um ambiente mais estável para o setor. Luan Paiva, diretor da entidade, destaca que, apesar dos desafios, bares e restaurantes têm investido em gestão, negociação com fornecedores e eficiência operacional para manter preços competitivos. A expectativa é que o cenário favoreça o consumo nos próximos meses, impulsionado pelo aumento do fluxo turístico e pelas datas sazonais do segundo semestre.

Alimentação dentro e fora de casa desaceleram

A desaceleração de preços também foi sentida na alimentação fora do domicílio, com o índice passando de 0,49% em maio para 0,15% em junho. Refeições e lanches apresentaram quedas em suas taxas de variação. Já a alimentação no domicílio reverteu uma alta de 1,65% em maio para uma queda de 0,39% em junho. Entre os alimentos que mais reduziram os preços estão o café moído (-3,72%), as frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%). Contudo, o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%) registraram as maiores altas.

Habitação lidera inflação do mês, mas estabilidade favorece negócios

Enquanto Alimentação e Bebidas liderou a queda dos preços, o grupo Habitação apresentou a maior inflação do mês, com avanço de 0,63%. Guilherme Karaoglan, diretor da Abrasel SP Baixada Santista, ressalta que, apesar da pressão sobre alguns insumos, muitos empresários continuam absorvendo parte dos aumentos para preservar o consumo. A tendência de maior estabilidade, segundo ele, deve favorecer o planejamento, novos investimentos e o fortalecimento dos negócios no setor gastronômico.

Fonte: www.mercadoeeventos.com.br

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