ADIT Share 2026 Revela Tendências Cruciais para o Perfil do Multiproprietário: Entenda o Consumidor do Futuro

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O que move o comprador de multipropriedade?

O ADIT Share 2026, principal evento sobre multipropriedade e timeshare na América do Sul, realizado em Campos do Jordão (SP), sediou o lançamento do relatório “Brands for the Future” – Recorte Multipropriedades. Pip Seger, fundadora da agência O Cérebro, apresentou macrotendências de mercado e perfis de consumo, destacando a importância de conhecer profundamente o cliente.

“Os números podem mostrar crescimento ou queda de um índice, mas às vezes é difícil entender o porquê”, explicou Seger, provocando os presentes a refletirem sobre o conhecimento que possuem sobre seus produtos e, principalmente, sobre quem os adquire. A especialista enfatizou que o consumidor entra tarde demais na estratégia, o que gera custos adicionais, retrabalho e aumenta o risco de insatisfação.

“Não construímos para o espaço, construímos para pessoas que vão ocupar o espaço”, ressaltou Seger, defendendo que o envolvimento do consumidor deve ocorrer antes da definição do projeto e da prestação do serviço. A diversidade atual dos consumidores exige um entendimento que vá além da demografia, focando no comportamento e no que realmente motiva as pessoas.

O Relatório ‘Brands for the Future’ e as Macrotendências

O estudo mapeia 20 macrotendências do mercado, incluindo a jornada do consumidor antes da compra, incertezas econômicas, novas formas de consumo, férias em movimento, o público 50+, a hospitalidade inteligente, estadias híbridas, neurodiversidade e a era digital da multipropriedade. Esses insights revelam que o multiproprietário é movido por fatores emocionais, familiares e de recorrência.

Seger destacou que decisões importantes muitas vezes são tomadas em momentos de silêncio, longe do calor da sala de vendas. Uma experiência negativa, mesmo em um local inesperado como um banheiro ou recepção, pode arruinar a expectativa do cliente. A multipropriedade, segundo ela, é a solução para uma dor específica, não apenas uma alternativa de férias mais barata.

Conexão e Confiança: Pilares da Fidelização

O cliente compra uma solução, e não apenas um conjunto de atributos. “Quanto mais acessível, menos barreiras e maior facilidade de uso para diferentes perfis, gera mais identificação e conexão, é isso faz com que a pessoa se sinta especial, gerando fidelidade”, explicou Seger. Ela também abordou a importância de atender famílias atípicas, onde a repetição representa segurança, não monotonia.

Sobre o uso de automação e inteligência artificial, Seger ponderou que, embora possam otimizar tarefas, não substituem o toque humano. “Ela pode fazer um bom arroz com feijão, mas não faz um prato Michelin”, comparou. A confiança, concluiu, é construída com consistência e transparência, aproximando as pessoas quando a experiência parece real, e não através de campanhas de marketing perfeitas.

Fonte: revistahoteis.com.br

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