Adeus, 128 GB: Celulares terão 256 GB como novo padrão em 2026, impulsionados pela IA e aumento de preços

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O cenário dos smartphones está prestes a passar por uma transformação significativa. De acordo com projeções da agência de mercado TrendForce, os celulares com 128 GB de armazenamento interno devem ser gradualmente descontinuados nos modelos Android de segmentos mais altos até 2026. A nova referência para a indústria de dispositivos móveis será a configuração de 256 GB, impulsionada por um crescimento médio de 4,8% na capacidade de armazenamento durante o ano.

A Revolução da IA e a Necessidade de Mais Espaço

A principal força motriz por trás dessa mudança é a crescente implementação da inteligência artificial (IA) com processamento local nos dispositivos. A ampliação da capacidade de armazenamento deixou de ser uma mera estratégia de marketing para se tornar uma necessidade técnica. Modelos de IA rodando no próprio aparelho exigem entre 40 e 60 GB de armazenamento do sistema, dedicados exclusivamente para cache e processamento, demandando, assim, um salto na capacidade base dos smartphones.

Impacto nos Preços: O Custo da Inovação

Essa transição, no entanto, não virá sem custos. A TrendForce alerta para uma elevação de até 13% nos preços dos smartphones até o final de 2026. Esse movimento é diretamente influenciado por um aumento expressivo nos custos de componentes essenciais, como DRAM e NAND Flash, que podem registrar altas de até 130%. A crise na cadeia de suprimentos e a demanda global por esses itens impactam diretamente o valor final para o consumidor.

Gigantes da Tecnologia Já se Adaptam

As previsões da TrendForce já se materializam entre as principais marcas do mercado. A Apple, por exemplo, elevou o armazenamento base do iPhone 17 de 128 para 256 GB, com o iPhone 17e seguindo o mesmo caminho. A Samsung também adotou os 256 GB como configuração inicial para o seu Galaxy S26, após anos mantendo o padrão de 128 GB. No Brasil, essa mudança na linha Galaxy S26 resultou em aumentos de preço de até R$ 1,3 mil para a nova geração.

Desafios na Cadeia de Suprimentos

A redução na oferta de dispositivos com menor capacidade é também um reflexo de atualizações nos processos de produção de memória NAND. Além disso, fabricantes de modelos econômicos estão diminuindo o volume de remessas de aparelhos com pouca memória para proteger suas margens de lucro. Executivos de empresas como NVIDIA e Solidigm já alertaram que a intensa demanda por sistemas de IA pode sobrecarregar as estruturas de armazenamento atuais, mantendo a oferta restrita no mercado global. Nesse cenário, os dispositivos topo de linha são os que melhor absorvem os custos elevados de memória, justificando preços maiores e otimizando a experiência de IA, enquanto segmentos médio e baixo reposicionam as capacidades ampliadas como atualizações opcionais para preservar a rentabilidade.

Fonte: canaltech.com.br

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