Acordo Petrolífero com Venezuela é Vital para Futura Democracia, Afirma Governo Trump

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EUA Ligam Acordo Petrolífero à Democracia Venezuelana

O governo dos Estados Unidos defendeu nesta terça-feira (1º) o acordo petrolífero firmado com a Venezuela como um passo essencial para a restauração da democracia no país sul-americano. Um alto funcionário americano, que solicitou anonimato, explicou que a democratização da Venezuela está intrinsecamente ligada à sua recuperação econômica, especialmente no setor de petróleo.

Reconstrução Econômica como Base para Novas Eleições

“Queremos um novo governo venezuelano, um governo democraticamente eleito da República, para herdar não um país falido, mas um país que pelo menos tenha sido estabilizado e esteja funcionando”, declarou o funcionário. Segundo ele, o acordo permitirá que a Venezuela reinvista a receita petrolífera na modernização de sua indústria, um processo que, em sua visão, não ocorreu durante os mandatos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. A realização de eleições livres, ainda sem data definida, é vista como o “ápice dos esforços” para a estabilização do país.

Atenção a Mecanismos Eleitorais e Fortalecimento Institucional

O governo Trump alertou que a realização de eleições sob os mecanismos estabelecidos por Hugo Chávez seria inadequada. A fonte destacou a necessidade de uma nova autoridade eleitoral, imprensa livre e partidos políticos fortalecidos para garantir uma democracia estável e a realização de eleições regulares, citando a Nicarágua como um exemplo de advertência sobre o retorno a regimes autoritários. “Uma das coisas mais importantes é garantir que o país não se limite a apenas uma ou duas eleições, mas que se torne uma democracia estável, uma república estável que possa realizar eleições regularmente”, enfatizou.

Interesses Estratégicos e Alívio Econômico Imediato

O acordo prevê o acesso dos EUA a cerca de um quinto das reservas petrolíferas venezuelanas. Além de garantir o fornecimento de petróleo bruto, Washington busca alinhar a Venezuela à sua agenda e afastá-la de potências como China e Rússia. Isso implica que Caracas deixará de doar ou vender petróleo subsidiado a esses países, permitindo que os venezuelanos recebam royalties e impostos conforme a lei de hidrocarbonetos. O governo americano ressaltou a urgência do alívio econômico para o povo venezuelano, justificando a não postergação do desenvolvimento da indústria petrolífera enquanto se aguarda a realização de eleições democráticas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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