O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, pode ser o grande desfalque à beira do campo no próximo Derby contra o Corinthians, marcado para este domingo na Neo Química Arena. O comandante alviverde foi julgado em dose dupla pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na última quinta-feira (9) e recebeu uma condenação de oito jogos de suspensão. Desses, dois já foram cumpridos, restando ainda seis partidas a serem pagas. Diante da proximidade do clássico, o clube promete entrar com um pedido de efeito suspensivo ainda nesta sexta-feira para tentar liberar o treinador.
A Punição Dupla e os Motivos
Abel Ferreira foi expulso em duas ocasiões recentes no Campeonato Brasileiro, contra São Paulo e Fluminense, e ambas as situações resultaram em processos no STJD. Nas duas sessões da 2ª Comissão Disciplinar, o técnico português foi condenado por “desrespeito à equipe de arbitragem”. A punição mais severa, de seis jogos, refere-se ao incidente contra o São Paulo. Os outros dois jogos de suspensão são relativos à expulsão no confronto com o Fluminense.
O Caso São Paulo: Leitura Labial e ‘Filho da P…’
Durante a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, Abel Ferreira foi expulso após o segundo cartão amarelo por reclamação. Embora o árbitro gaúcho Anderson Daronco tenha relatado em súmula que o português o chamou de “cagão” algumas vezes, a punição mais pesada de seis jogos foi baseada em um vídeo com leitura labial. Este vídeo, dublado por Gustavo Machado, flagrou o técnico proferindo o termo “filho da p…” em direção ao árbitro. O procurador do STJD, Roberto Machado, destacou que, apesar de não citado em súmula, a prova foi crucial, ressaltando a “recorrente falta de respeito do treinador com a arbitragem”.
O Confronto com o Fluminense e a Defesa do Clube
No duelo contra o Fluminense, Abel Ferreira foi punido com dois jogos de suspensão após uma expulsão direta. A ocorrência se deu por reclamação enérgica e uma discussão com o quarto árbitro Luiz Tisne. Na ocasião, a súmula relatou que o treinador teria batido palmas de forma irônica e debochada, e que precisou ser contido por sua comissão contra “possíveis vias de fato à arbitragem”, além de ter criticado a auxiliar Fernanda Gomes Antunes. O Palmeiras, em sua defesa, negou todas as acusações, alegando que as palmas seriam direcionadas ao zagueiro Murilo pela vitória por 2 a 1 e que não houve intenção de desrespeito ou agressão.
Próximos Passos: O Pedido de Efeito Suspensivo
Com a condenação de oito jogos e dois já cumpridos, Abel Ferreira ainda tem seis partidas de suspensão a cumprir. A diretoria do Palmeiras agiu rapidamente e prometeu entrar com um pedido de efeito suspensivo ainda nesta sexta-feira (10). O objetivo é que o treinador possa comandar a equipe no importante clássico contra o Corinthians e nos jogos subsequentes até que o recurso seja julgado em uma instância superior do STJD. A decisão sobre o efeito suspensivo é aguardada com expectativa pela torcida palmeirense e pela comissão técnica.
Fonte: jovempan.com.br
