Com menos de 24 horas de lançamento, 007 First Light já conquistou os fãs de James Bond. O título, inicialmente prometido com Path Tracing para PC, evidentemente necessita de tecnologias de escalonamento como DLSS e FSR para um desempenho otimizado. No entanto, a implementação do FSR 3 no game da IO Interactive está ocorrendo de uma maneira bastante incomum, diretamente na engine do jogo.
FSR 3 Integrado à Engine: Uma Implementação Incomum
Apesar de não oferecer o FSR 4, 007 First Light conta com o FSR 3.1.5, conforme informações do Computerbase. A peculiaridade reside no fato de que a tecnologia da AMD foi integrada diretamente ao motor gráfico do game. Essa abordagem é atípica, pois impede a utilização de DLLs, tornando inviável qualquer tipo de mod ou upgrade para versões mais recentes da suíte de recursos da AMD, como o FSR 4.1.
Geralmente, desenvolvedores implementam o FSR através de arquivos externos, o que permite que a comunidade e os próprios estúdios atualizem a versão da tecnologia e criem mods. Ao integrar o FSR 3 nativamente à engine, a IO Interactive “travou” tanto a implementação oficial para versões futuras quanto as iniciativas da comunidade modder.
Parceria com NVIDIA e o Foco em Placas RTX
Essa implementação específica do FSR 3 levanta especulações, especialmente considerando que 007 First Light é um título desenvolvido em parceria com a NVIDIA. A ausência do AMD FSR 4 e também do Intel XeSS reforça a percepção de um foco maior em placas GeForce RTX. Embora a parceria seja evidente, o Path Tracing prometido ainda não foi lançado, com a chegada da tecnologia avançada de renderização garantida apenas para o inverno.
Quando o Path Tracing for finalmente implementado, os principais beneficiados serão os proprietários de placas GeForce RTX, em especial a série RTX 50, que oferece hardware mais moderno e suporte aprimorado ao DLSS 4.5 para lidar com o processamento gráfico intensivo.
Polimento Necessário e Primeiras Impressões
Em testes iniciais, o game demonstrou que ainda precisa de bastante polimento. Foram observados diversos artefatos gráficos em diferentes elementos visuais, e os efeitos não são reproduzidos com a fidelidade esperada, o que pode comprometer a imersão. Além disso, foram encontrados múltiplos bugs, a maioria simples, mas um deles chegou a impedir o progresso do jogador, exigindo o reinício do game.
Mesmo com essas questões técnicas e a controversa implementação do FSR, a IO Interactive conseguiu entregar o melhor jogo retratando James Bond desde o clássico 007 Goldeneye, um dos grandes marcos da história dos games no Nintendo 64.
Fonte: canaltech.com.br
